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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Teoria Cognitiva

Teoria Cognitiva  foi desenvolvida pelo suíço Jean Piaget (1896 – 1980).
Os princípios que foram base para o trabalho de Piaget são conhecidos como o conceito da adaptação biológica, portanto não foram idéias originais. Piaget tomou esse conceito pré – existente e o aplicou sabiamente ao desenvolvimento da inteligência dos indivíduos à medida que amadurecem, da infância até a vida adulta, baseado em sua própria conclusão de que a atividade intelectual não pode ser separada do funcionamento “total” do organismo.

A teoria de Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo classifica o desenvolvimento em quatro etapas, e comprova que os seres humanos passam por uma série de mudanças previsíveis e ordenadas. Ou seja, geralmente todos os indivíduos vivenciam todos os estágios na mesma seqüência, porém o inicio e o termino de cada estágio sofre variações dadas às diferenças individuais de natureza biológica ou do meio ambiente em que o individuo esta inserido.

Importante salientar a definição de aprendizagem  na concepção de Piaget. Ele separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento.

A aprendizagem faz referência a uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma ordenada (sistematizada) ou não. Já o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato. Responsável, portanto pela formação do conhecimento.

Para Piaget, a aprendizagem se dá através dos processos de assimilação, acomodação e os esquemas.

O desenvolvimento passa pelos seguintes estágios de desenvolvimento de acordo com Piaget:

- Sensorial-motor (0 – 2 anos)
Ao nascer, o bebe tem padrões inatos de comportamento, como agarrar, sugar e atividades grosseiras do organismo, segundo Piaget. As modificações e o desenvolvimento do comportamento ocorrem como resultado da interação desses padrões inatos (semelhantes a reflexos) com o meio ambiente. O bebê então começa a construir esquemas para assimilar o ambiente.


Nesse estágio, seu conhecimento é privado e
 não tocado pela experiência de outras pessoas (o mundo é ele).
– Pré-operações (2 – 7 anos)
O período pré – operatório abrange a idade de 2 a 7 anos e é dividido em dois períodos: o da Inteligência Simbólica (dos 2 aos 4 anos) e o período Intuitivo (dos 4 aos 7 anos)


– Operações concretas (7 – 11 anos) 
O individuo consolida as conservações de número, substancia, volume e peso. Desenvolve também noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade. Organiza então o mundo de maneira lógica e operatória. É capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras podendo ser fiel a elas.


– Operações formais (11 – 15 anos)
No período formal as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento, e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. Enfim, é a “abertura para todos os possíveis”.


A contribuição de Jean Piaget é inegável, até para aqueles que consideram a Teoria Cognitiva insuficiente para explicar como o desenvolvimento e a aprendizagem acontecem.



Fonte: Infoescola

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação a distância



Os parâmetros de avaliação do ensino presencial e do ensino a distância no Brasil.


Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem onde se utiliza como intermediária a tecnologia e o professor e aluno encontram se separados espacialmente, ou seja, não estão juntos fisicamente, mas estão conectados pela tecnologia, principalmente a internet, mas podendo estar conectados através de rádios, televisores, telefone, fax, cd, DVD e outras tecnologias que se assemelham a estas.

Educação presencial é a utilizada nos cursos regulares onde alunos e professores se encontram no mesmo espaço físico, ou seja, sala de aula.

Educação semipresencial acontece parte em sala de aula e parte a distancia.

Nestes parâmetros podemos fazer uma reflexão que antes para haver a aprendizagem era necessário que o aluno tivesse contato pessoal com o professor mas com os avanças tecnológicos as barreiras físicas foram quebradas e a interação do professor com o aluno passou da limitação de um lugar fixo e tempo determinado para um flexibilidade tanto de lugar com de tempo tudo isso através da informatização e dos meios que dela se utilizam, isso permite que o aluno tenha acesso a recursos que tinha antes mas agora de varias maneiras, e de onde estiver, ele pode estar em casa, no trabalho ou até mesmo em outra cidade e nos horários que achar melhor.

Esta integração dos computadores e da internet mudou todo o conceito de sala de aula, transformou em uma sala virtual com um ambiente imenso e cheio de opções e possibilidades, mas toda esta flexibilidade confronta com a resistência e a inexperiência das instituições de ensino, pois neste caso as estratégias mudam e ainda faltam profissionais qualificados e treinados.

A educação a distancia deixou de ser sinônimo de curso barato e de qualidade duvidosa com o aumento das instituições e também a adesão das maiores instituições educacionais do país a visão em relação da educação a distancia mudou, mas ainda sim existem receios em relação a esta escolha.

Com esta globalização, onde todos têm acesso a tecnologia, o processo educativo tem que acompanhar e se utilizar de varias mídias onde leva a educação de forma massiva, que apesar das grandes exigência do MEC para a implantação dos cursos a distancia, ele esta chegando a todos os lugares até nos menores municípios.

Agora, cabem as instituições de adequarem as exigências e inserirem os seus professores nesse novo mercado que não em fruto de política pública, incorporando o conhecimento tecnológico digital, estimulando a pesquisa como base de construção do mesmo conhecimento, desenvolver a capacidade de criar hipóteses e soluções de problemas, desenvolverem habilidades do trabalho em grupo, é a Sociedade do Conhecimento criando o novo perfil para o educador comprometido, competente, crítico, aberto as mudanças, exigente, mais além de tudo Interativo. Diante de uma reciclagem constante via web, o professor pode reformular e ampliar sempre seus conhecimentos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As Artes Marciais na educação e formação da criança



No mundo de hoje, os valores como disciplina, respeito e companheirismo são muitas vezes deixados de lado. Pai e mãe frequentemente trabalham e, às vezes, não têm condições de ajudar a construir estes valores na criança, por não estarem sempre em contato com os filhos que, normalmente, passam seus dias em frente de uma televisão e/ou em contato com companhias inadequadas. Além disso, as escolas, em geral, dão prioridade ao aspecto intelectual, dando menos ênfase aos fundamentos da educação moral, cujos ensinamentos estão voltados para o comportamento disciplinar e social.

A prática de Artes Marciais sob orientação de instrutores qualificados trará benefícios inestimáveis para a criança, pois se ela for bem orientada e motivada, será um grande passo para se evitar o aparecimento de certos vícios (como o uso de drogas, por exemplo), nocivos à saúde.

Nesse sentido, podemos dizer que a prática correta das Artes Marciais auxilia enormemente na educação, formação e desenvolvimento da criança. Ela aprende a respeitar, prestar atenção e a se relacionar com os outros. Com relação ao aspecto físico, ela estará sempre se exercitando, o que proporciona um melhor desenvolvimento corporal, contribuindo para uma vida saudável em todos os aspectos.

OBJETIVOS

1. Conhecer-se a si próprio e às suas reações, especialmente em situações limite;
2. Adquirir hábitos de disciplina;
3. Abandonar o egoísmo e o individualismo;
4. Desenvolver um espírito e uma atitude de confiança;
5. Aprender a trabalhar em grupo (desenvolver o Espírito de Grupo);
6. Ajudar a encontrar a Harmonia na vida: com a natureza e as coisas, com as pessoas e conosco mesmo.

Tem como objetivo evidenciar superioridade nas artes da guerra.
Tem como finalidade desenvolver um corpo forte, solidificando uma mente íntegra e um espírito verdadeiro.

Os seus praticantes adquiram autoconfiança e é incutido neles para que permaneçam sempre ao lado da justiça, além de proporcionar a virtude de unir todos numa fraternidade comum, independentemente da religião, raça, nação ou barreiras ideológicas, tudo isto através da sua prática.

Em suma, proporcionar à comunidade uma modalidade para a qual contribui uma formação de Defesa Pessoal, proporcionando um maior auto estima e uma maior autoconfiança aos seus praticantes.


Judô, karatê, capoeira, entre outras são as chamadas artes marciais, ou, explicando melhor, são estilos diferenciados de luta ou treinamento que não usam nenhum tipo de armas modernas, como as de fogo.

Existem centenas de estilos diferentes de artes marciais e cada uma desenvolve técnicas de luta e métodos de treinamento que garantem a eficiência do estilo.
Mas no mundo das artes marciais não há somente o objetivo da luta, pois em cada estilo há uma filosofia que é transmitida aos praticantes. Essa filosofia pode ser entendida através de suas origens: a maioria das artes marciais orientais surgiu em templos, principalmente budistas, assim, a predominância de uma filosofia no sistema de lutas fica bem clara. Essa filosofia é baseada no desenvolvimento total do ser, ou seja: corpo mente e espírito. Assim, a prática de qualquer estilo exige concentração e disciplina para ter bons resultados.

Especialistas no assunto deixam claro que a prática de qualquer estilo de arte marcial sem compreender sua filosofia pode levar o praticante a agir por impulso, de forma imatura e realizar a luta com fins destrutivos e prejudiciais.

Fonte:www.escolananshu.org - Escrito por Pedro Monteiro e www.smartkids.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Jerome Seymour Bruner e os três níveis de Representação Cognitiva


Bruner em suas pesquisar tentou comprovar com uma criança reage em diferentes estagio de sua vida e como ela representa o mundo que ela interage. Provou também o papel da linguagem no aprendizado e na interação com o meio cultural. Para ele a representação cognitiva é dividida em três níveis, Representação Enativa, Representação Icônica e Representação Simbólica.


1 - Representação Enativa
Significa a repetição dos movimentos com o objetivo de memorização, os gestos e as ações através do movimento são muito eficazes para recordar acontecimentos, para as crianças a ação é a melhor forma de comunicação, elas preferem mostrar como se faz a dizer como fazer. No aprendizado funciona da mesma maneira para uma criança compreender melhor uma historia, por exemplo, é melhor que lhe mostrem uma dramatização do que lhe contar ou ler essa mesma história, pois seu interesse é com a ação e seu objetivo é estabelecer através do movimento a comunicação com o mundo

2 - Representação Icônica
Neste nível a criança esta em um estagio operacional neste estagio ela já esta na escola e sua capacidade de reprodução de imagens já esta desenvolvida ela pode desenhar sem ter que mostrar antes, ela já consegue demonstrar um objeto através do desenho. Tem uma fixação de imagens e memória visual concreta e bem definida

3 - Representação Simbólica:
Fase onde a criança começa a representar a realidade através símbolos e abstrata. Nesta etapa consegue utilizar os símbolos com uma certa ordem, consegue ver a realidade de uma forma correta e passar essa informação mas também pode transformar essa realidade através de uma elaboração de uma nova realidade traduzindo suas experiências de uma forma coerente.

Por Sueli Lopes Martins

Piaget e a Epistemologia Genética


A epistemologia Genética foi desenvolvida por Jean Piaget, com base nas teorias do apriorismo e o empirismo, que significa o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos. Para Piaget a inteligência é adaptada pelo organismo a uma nova situação, a inteligência do individuo se desenvolve através das experiências que o meio lhe oferece e ela pode ser exercitada trazendo um aperfeiçoamento.
Essa teoria epistemológica diz que o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamento é uma adaptação a novas situações, e quanto mais complexa for a interação do individuo com o meio maior será sua inteligência. Para participar adequadamente desta interação, ou seja, o indivíduo só recebe certo conhecimento se estiver preparado para recebê-lo, agindo sobre o objeto e sabendo relacioná-lo como os conhecimentos já existentes, o organismo precisa ter um conhecimento anterior para assimilar e transformar o novo conhecimento.

Para se construir uma inteligência é precisão conhecer as etapas sucessivas e superá-la com complexidades crescentes. Essas etapas são as seguintes:

- Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente
- Período Simbólico - dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente
- Período Intuitivo - dos 4 anos aos 7 anos, aproximadamente
- Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente.
- Período Operatório Abstrato - dos 11 anos em diante

Conhecer essas etapas é muito importante para o desenvolvimento da inteligência e é preciso saber que em cada uma delas o individuo adquiri novos conhecimentos e apresentando características e possibilidade de crescimento.

Por Sueli Lopes Martins

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aula Show



Dê o seu show, professor

Duas vizinhas, amigas de infância, mesma idade. Freqüentaram a mesma escola, tiveram os primeiros namoradinhos mais ou menos na mesma época, vestibular no mesmo ano, formaram-se professoras juntas. Após alguns anos, uma é a preferida dos alunos, ganha bem. A outra... é apenas mais uma.
A diferença entre as duas pode ser justamente a diferença. Aquele algo mais em suas aulas. Às vezes é um jeito, uma postura, algo que não se aprende na faculdade.

É uma aula diferente. É um pequeno show que se dá para os alunos, tornando a disciplina ainda mais interessante, o que aumenta a participação em sala de aula e que, no final das contas, aumenta, e muito, as suas oportunidades de trabalho.

Dificuldades não faltam
Esse aprimoramento das aulas, apesar de vantajoso, não é fácil para o professor. Muitas vezes, os obstáculos vêm dos próprios colegas. A pedagoga especializada em psicodrama pedagógico, Isabel Parolin, autora do livro Pais Educadores: é Proibido Proibir? conta-nos o caso:

“Um dia desses eu estava dando uma aula e utilizei música para explicar o conteúdo. Um professor foi até a minha sala e disse: ‘Estou dando aula’. Como se o que eu estivesse fazendo não fosse aula. Mas acho que isso está mudando aos poucos. Os profissionais têm de mudar, pois até mesmo o mercado de trabalho já não está mais absorvendo professores acomodados.”

Valmir dos Passos Souza Araújo, que já apareceu aqui na Profissão Mestre com sua forma diferente de ensinar Química através de dramatizações, também já passou por situações semelhantes. Ele conta que há quatro anos, em uma unidade de ensino de uma escola na qual não leciona mais, mesmo sem ser professor da unidade, resolveu arregaçar as mangas e reativar o laboratório de Química que estava sendo usado apenas como depósito de carteiras velhas. “Com a ajuda dos alunos (nos horários das aulas de Química), removemos as carteiras do local, limpamos o laboratório, relacionamos as vidrarias e os equipamentos (que não eram poucos) e organizamos os reagentes químicos convenientemente. Em três semanas, o laboratório estava reativado. A partir daí, as aulas ocorriam no laboratório, no pátio e, numa ocasião, no jardim da escola. Resultado: Perdi a simpatia de alguns colegas!!”

Esqueçamos o final da história, fiquemos apenas com o bom exemplo do professor Valmir: o professor diferente, o show do educador, que acontece também em atitudes longe do quadro-negro. Mas por onde começar?

Aprimorar o que é importante – Não estamos sugerindo que você se torne um apresentador de televisão do dia para noite, que dê um show pelo show, que conte piadas sem parar. Acima de tudo, deve estar a sua disciplina. Essa maneira diferente de lecionar deve ser encarada como mais uma ferramenta à sua disposição, mais uma maneira de atrair a atenção dos seus alunos. E, principalmente, de abrir horizontes profissionais. Na enquete realizada por Profissão Mestre entre seus assinantes, quatro das seis características mais citadas exigem esse novo tipo de professor:

Criatividade
Alegria, ânimo
Vontade de tentar coisas novas
Capacidade de “falar a língua” dos alunos
Max G. Haetinger, pedagogo, autor do livros Criatividade – Criando Arte e Comportamento e Informática na Educação – Um olhar criativo e diretor do Instituto Criar (www.maxcriar.com), nota que não podemos confundir professor criativo com aula divertida.

“O professor pode fazer micagens e, no entanto, não desenvolver a criatividade. Não é porque a aula é alegre que a criatividade está sendo promovida. A “aula show” é um tipo de aprendizagem, mas, na minha opinião, não é a ideal”. Ele afirma que esse tipo de aula, muito comum nos cursinhos, não faz com que o aluno aprenda, mas que decore o conteúdo. E que, no fundo, a forma de ensinar continua sendo a mesma utilizada lá no ensino regular pelos professores que dão as aulas mais teóricas, com quadro, giz, caneta e caderno. “A diferença é que o professor de cursinho alegra o conteúdo. Mudar a educação é quebrar o paradigma do decorar. Os professores não podem ensinar para que os alunos decorem, mas para que aprendam as coisas, que saibam pensar e refletir, que desenvolvam a liderança, por exemplo”, conclui o professor Max.

O buraco é mais embaixo
As escolas também estão aprendendo a diferenciar o professor que consegue realmente fazer algo diferente daqueles que apenas empetecam as aulas. Inês Perna, psicóloga do Grupo Catho, empresa líder em recursos humanos, diz que as escolas e as empresas em geral procuram pessoas inovadoras, aquelas que procuram saída quando não têm recursos. E que, para encontrar esse profissional, até a forma tradicional de contratação de professores deve mudar. O preconceito é em relação a pessoas críticas demais, que costumam questionar tudo.

“A banca está mais focada no histórico do profissional, na formação acadêmica e no conteúdo. O processo de seleção para contratar os professores que dão show tem que ir além da banca, ter algo agregado que possa identificar o profissional criativo. É importante também avaliar a experiência prática, a criatividade para resolver problemas. Professores extremamente acadêmicos costumam ser ricos em conteúdo, porém com maior dificuldade de expressão. É importante prestar atenção na forma de se comunicar do profissional.”

Por enquanto, boa parte das escolas ainda está tateando, procurando encontrar a melhor maneira de achar esse professor que se destaca, que faz a diferença. Em outros setores da economia, os testes de seleção já procuram envolver a maior parte dos aspectos de uma pessoa. Bateria de perguntas, análise do que foi dito, do que ficou nas entrelinhas, dinâmica de grupo, entrevistas, testes e mais testes. Candidatos passam semanas sendo avaliados, medidos. Sempre se escolhe o melhor? Não, mas se dá ao contratante uma oportunidade de conhecer melhor vários aspectos do candidato antes de oferecer o emprego. Vale também para o professor que dá show. Não se permite mais que ele seja escolhido apenas devido ao currículo e por uma aula simulada para uma banca de professores. Há dezenas de outros aspectos a considerar: facilidade de trabalhar em grupo, organização, conhecimentos gerais, iniciativa, liderança. Uma escola só pode ser tão boa quanto a soma de seus professores. Prepare-se para esse novo mundo.

Há alternativas. Na Semco de Ricardo Sempler, por exemplo, os funcionários são escolhidos por seus colegas. O currículo é pré-requisito. Os aprovados batem um papo com seus colegas e com os possíveis subordinados. Aí, escolhem o novo empregado com base na intuição. “Fui com a cara da Sicrana”, “Fulano me passou boa segurança”, e por aí. Até hoje, essa maneira de selecionar funcionou muito bem.

O que é um show de professor
Em nossa pesquisa, o item mais votado foi criatividade, com 13,88% das respostas. Para o professor Max, criatividade nada mais é do que vivenciação. Do que viver. Há como não viver?

“Criar é vivenciar e tirar da sua experiência novas respostas, outros caminhos para a ação a seguir. Então, quanto mais velho, mais criativo eu serei? Talvez, pois o ato de criar depende das vivências. No entanto, apenas a passagem do tempo nem sempre fornece o feedback criativo em nossas ações, sendo também importante o modo como as vivenciamos. Pode-se passar a vida respondendo a estímulos de maneira criativa ou apenas reproduzindo padrões”, diz. Criatividade passa necessariamente por experimentar coisas novas, por não se acomodar em um só caminho, por se desenvolver e aprender coisas novas sempre.

Portanto, quando desenvolvemos a criatividade, melhoramos consideravelmente a nossa auto-imagem e a nossa auto-estima. Podendo discernir melhor as coisas que são importantes para nós, conseguimos gerar idéias novas e únicas a todo momento, o que é fundamental para o nosso desenvolvimento, completa Max. Essa criatividade responsável é que deve ser buscada pelo professor. Não é o cabelo verde, subir em cima da mesa, dançar com os alunos. É fazer o que for preciso para despertar o interesse e garantir a atenção da turma. Muitas vezes, isso é conseguido com um novo tipo de exercício, lápis e papel. Por que não?

Veja o que nos conta a professora Marli Cristina Jóia. No caso dela, a criatividade, o show, veio por meio de algumas enciclopédias. Sua turma de alunos do pré-escolar deveria aprender, naquele dia, sobre ninhos de pássaros. Levou então a criançada à biblioteca da escola, onde os volumes da enciclopédia já estavam separados. “Meus pequenos alunos ficaram maravilhados por terem acesso a um livro tão grosso! O Gabriel, um deles, foi logo perguntando se ele poderia ler aquele livro quando tivesse 18 anos. Respondi que ele já poderia começar, pois já é capaz de ler. Todos ficaram admirados! Eles queriam discutir, comparar, perguntar.” De volta à sala de aula, com a enciclopédia à tiracolo, os alunos se reuniram em volta da mesa da professora e começaram a copiar e a pintar os ninhos. Estavam tão à vontade que começaram a cantar uma música em sala. “Parecia mesmo que estavam em um ninho aconchegante”, diz a professora. “Permaneci boquiaberta observando a cena, a tranqüilidade com que tudo transcorria, nem pareciam estar na sala desenhando... pintando..., passei a refletir sobre a arte de transformar o saber em prazer, perplexa diante daqueles alunos integrados naquele momento, saboreando e também se emocionando... Há muito não via nada igual”.

Isso é criatividade. Isso é show. Dos melhores.

O que desenvolver
As características desejadas de um professor show têm a dificuldade de não serem cartesianas. Pode-se dizer, e comprovar, que se sabe tudo de Física, de determinado período de História. Mas como desenvolver criatividade, capacidade de trabalhar em grupo e outros? Algumas dicas:

CRIATIVIDADE

Leia muito, de grandes livros de Filosofia a bula de remédio. De vez em quando, compre uma revista de um assunto que não tenha nada a ver com você: skate, pescaria, tricô.
Faça caminhos diferentes para ir à escola, e preste atenção no que passa por você.
Nunca pare de se desenvolver. Mesmo que esteja satisfeito com sua forma de dar aula, desafie-se a sempre melhorar.
Converse com vizinhos e com pessoas de outros ramos de atividade, aprenda com elas.
Procure olhar tudo com os olhos de um alienígena. Por que as coisas ocorrem de determinada maneira? Por que determinado material didático está naquela posição? Será que não há uma maneira mais prática, fácil ou inteligente de organizar e usar aquilo?

CAPACIDADE DE TRABALHAR EM GRUPO

Seja voluntário de algum projeto que o obrigue a trabalhar com outras pessoas. Pode ser um mutirão para recuperar uma praça, um grupo de arrecadação de agasalhos para asilos ou qualquer outro que lhe interessar. O importante é que tal projeto tenha um objetivo claro e que você tenha de interagir com outras pessoas.
Pratique um esporte coletivo.
Em reuniões de condomínio, de pais e mestres ou em qualquer outra, tente identificar o que prejudica a boa comunicação e o entendimento do grupo: acusações, mudanças bruscas de opinião, pessoas que só querem aparecer. Depois que você souber identificar essas pessoas e ações prejudiciais ao grupo, basta atuar para impedir que elas apareçam nas reuniões de trabalho das quais você participa.
Faça um curso de negociação. Trabalhar em grupo tem muito a ver com o que você cede, o que você se compromete a fazer e como chegar a um acordo positivo no final.

ALEGRIA E ÂNIMO

Invista em um livro engraçado – de piadas, de charges ou cartuns e similares. Antes de um encontro ou aula potencialmente estressante, leia algumas páginas. Assim você relaxará seus nervos e isso pode ajudá-lo a criar uma frase engraçada que cortará a tensão do encontro, ajudando todos a encontrar a melhor solução.
Lembre-se sempre dos motivos pelos quais você quis ser professor. O que o motiva, a sua alegria de lecionar.

VONTADE DE TENTAR COISAS NOVAS

Certifique-se de que a direção apóia novidades, e de que tem consciência que, como toda novidade, algumas não irão funcionar da maneira como se espera. Caso sua escola queria um professor que crie desde que sejam idéias à prova de falha, desista. Não funciona dessa maneira.
Entenda que você nunca vai ter informações suficientes para tomar uma decisão 100% segura.
Comprometa-se com uma data para começar o seu novo projeto. Nada pior que investir massa cinzenta e tempo e não tirar a idéia do papel.

CAPACIDADE DE “FALAR A LÍNGUA” DOS ALUNOS

Assista programas infanto-juvenis na televisão. Seu objetivo não é tanto pegar as gírias, mas prestar atenção aos assuntos que são mais abordados. Não é tanto usar o vocabulário dos jovens, mas entender o que os está preocupando no momento.
Jornais são outra grande fonte de informação sobre seus alunos, sempre estão publicando pesquisas sobre o comportamento e a cabeça dos mais jovens. Acompanhe esses estudos de perto.
Procure conhecer pessoas que trabalham em creches, hotéis infantis ou colônias de férias. Peça dicas sobre o que incomoda o pessoal mais jovem.

TEATRO E AULA

Em 2004, o Senac de São Paulo oferece o Curso de Dramatização para Professores. O ator, professor, locutor e diretor de teatro Augusto Rocha diz que há uma certa resistência dos professores, vencida logo nas primeiras aulas: “Eles ficam com um pouco de medo no começo, falam ‘ah, ficar fazendo teatrinho...’, aquele aspecto negativo, pejorativo, mas logo percebem que não é isso não. O material de apoio é muito bom, com textos literários de bom nível, então eles começam a perceber a qualidade do projeto.” Ele sugere, para que o aprimoramento seja um processo contínuo, que o professor faça mensalmente uma atividade de dramatização.

E, para os interessados, ele reafirma: o pessoal não fica fazendo “teatrinho”. Segundo Augusto, são abordados a questão vocal, corporal, o trabalho com o discurso, o pensamento lógico, aprender a trabalhar o ritmo da fala, o tom, a modulação tonal, a modulação de velocidade, a de intensidade. Visite o site: www.sp.senac.br

UM SHOW DE PROFESSOR NAS AULAS

Em A Sociedade dos Poetas Mortos, Robin Williams faz o tipo de professor que as escolas brasileiras procuram hoje. Pena que a personagem do filme estava adiantada quase um século, e, portanto, não conseguiu destaque em sua carreira. Conseguiu, entretanto, tocar os alunos e mudar seu modo de ver o mundo. Veja algumas dicas do filme para você:

Ensine-os a pensar. Assim, você não apenas dá um tesouro que será usado a vida inteira, mas facilita também o aprendizado.
Use experiências e qualidades dos próprios alunos em suas aulas.
Surpreenda-os.
Descubra qual a “personalidade” da sua turma. Cada sala tem uma maneira preferida de trabalhar, principalmente se há um “núcleo” de alunos que já está junto há tempos. Encontre o rosto de sua turma.

PESQUISA

Quais são as principais características que a sua escola procura em um professor?

Criatividade

13,88%
Capacidade de trabalhar em grupo 11,82%
Alegria, ânimo 9,01%
Vontade de tentar coisas novas 9,01%
Conhecimento técnico 7,88%
Capacidade de “falar a língua” dos alunos 7,13%
Capacidade de adaptação à metodologia da escola 6,38%
Capacidade de administrar o tempo e seguir cronogramas 6,19%
Capacidade de improvisar, de “sair do roteiro” 6,00%
Outros 22,7%
FONTE: Profissão Mestre

COMO ENCONTRAR O PROFESSOR CERTO

Na entrevista, é importante observar as expressões corporais do candidato, como ele relata seu histórico, cotidiano e formas de dar aula.
Uma entrevista informal, com perguntas abertas, ajuda a sentir e a obter essas respostas. Supor situações para que o candidato diga como resolver também é uma forma de conhecê-lo.

Fonte: www.profissaomestre.com.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Motivação e Prática da Educação Física


Na relação ensino-aprendizagem, em qualquer ambiente, conteúdo ou momento, a motivação para esta tarefa constitui-se um dos elementos centrais para sua execução bem sucedida.

Constantemente, indaga-se o que uma pessoa pretende, o que influencia sua decisão, o que será importante para ela naquele momento, naquela circunstância.
Vários fatores motivam o ser humano, em seu dia-a-dia, tanto de forma interna como de forma externa. A força de cada motivo e seus padrões ocorrem, influenciam e são inferenciados pela maneira de perceber o mundo que cada indivíduo possui.
Um dos principais fatores que interferem no comportamento de uma pessoa é, indubitavelmente, a motivação, que influi, com muita propriedade, em todos os tipos de comportamentos, permitindo um maior envolvimento ou uma simples participação em atividades que se relacionem com: aprendizagem, desempenho e atenção.
No tocante à Educação Física, a situação parece semelhante, pois pode-se dizer que depende muito das aspirações dos alunos para que um determinado elemento motivacional tenha uma função positiva, ou seja, um aluno pode se sentir mais motivado ao praticar basquetebol, e outro pode sentir o mesmo com relação ao voleibol.
Cabe também, uma observação ao educador, em qualquer que seja sua feição (técnico, professor, instrutor, dirigente, familiar, ...) sua personalidade, sua aparência, naturalidade, dinamismo, entusiasmo pelo trabalho, bom humor, cordialidade, disposição são importantes fatores motivacionais observados por quem os cerca.
MACHADO (1995) cita que muitos são os motivos responsáveis pelo bom desenvolvimento e desempenho na aquisição e manutenção de habilidades. Existem vários tipos de atividades e nem todas envolvem o movimento muscular (ouvir uma aula teórica é uma atividade diferente de participar de um debate, jogar futebol ou dramatizar um texto).
Geralmente as atividades que requerem maior participação, com mais movimentos, concentram maior número de motivos dos participantes, despertando maior interesse e desafio, o que por si só é estimulante e motivador.
Uma preparação psicológica bem programada e bem administrada em atividades de rotina, conseguirá trabalhar o nível motivacional, a aquisição de maior confiança, o equilíbrio emocional e, o indivíduo munido dessas qualidades poderá transpor as demais barreiras de desempenho, como os problemas com: adversários, ambiente, arbitragem, integração com o grupo, personalidade e preparo físico.
Para MAGGIL (1984) a motivação é importante para a compreensão da aprendizagem e do desempenho de habilidades motoras, pois tem um papel importante na iniciação, manutenção e intensidade do comportamento. Sem a presença da motivação, os alunos em aulas de Educação Física, não exercerão as atividades ou então, farão mal o que for proposto.
O professor de educação Física deseja "motivar" seus alunos para o esporte, e quando leva isto a sério, procura direcionar seus alunos para a prática de maneira que venham a praticá-la também fora das aulas obrigatórias. Também é preciso considerar que entre os objetivos relevantes do ensino moderno desta disciplina, está o preceito da Educação Física Permanente, isto é, como promoção e motivação da prática dos esportes para o resto da vida. Segundo COSTA (1989) o interesse na atividade esportiva não deve acabar com término do período escolar, com acontece, ainda hoje, com muitos adolescentes. Ao contrário, o esporte deve constituir um campo de ação e de vivência interessante e atraente para o homem. A isto se pode acrescentar que o esporte não deve ser uma prática por mera obrigação, mas sim que tenha características prazerosas.
É função do professor de Educação Física, quando deseja motivar seus alunos para a prática permanente dos esportes, observar os seus objetivos, fazer o possível para criar valores de estímulos positivos e atraentes ao maior número de participantes ou até para todos os alunos.
A motivação no esporte depende da estrutura da personalidade do atleta, sobretudo de como e em que medida se convertem algumas necessidades esportivas relevantes em alguma característica da estrutura deste indivíduo. O desenvolvimento intelectual é um forte aliado do desportista que busca o sucesso; nesta dimensão a visão da necessidade e utilidade da prática esportiva, relacionando o envolvimento do treinamento físico com questões de ordem geral, as funções socializadoras, as funções compensadoras no esporte. Considerando que o reforço intelectual da motivação no esporte requer um determinado nível intelectual, é compreensível que este esforço possua uma maior importância entre pesquisadores da Psicologia do Esporte do que propriamente entre os esportistas ou dirigentes.
DE MARCO & JUNQUEIRA (1993) consideram que cabe observar que a motivação nos esportes é determinada, por um lado, pelas possibilidades específicas do esporte como campo de ação e de vivência, e por outro lado, pela influência dos aspectos motivacionais específicos da personalidade. Esse últimos ultrapassam de longe os limites do esporte.
Continuam dizendo que "as motivações dos atletas tem sido classificadas de diversas maneiras, incluindo desde as necessidades fisiológicas ou psicológicas básicas até a influência de fatores decorrentes da vida em sociedade. Além do mais, as motivações podem ser resultado da natureza intrínseca da tarefa ou do prêmio, tanto social como material.
Muitas correntes novas na pesquisa da motivação trazem informações úteis para técnicos e atletas, tais como as tentativas de analisar a motivação no esporte e o estudo dos processos cognitivos que formam as "estruturas" motivacionais nos indivíduos quando desempenham alguma atividade em situações que visam sucesso" (p. 89-90).
O papel mais importante desempenhado pelo técnico é o de motivador. Fazendo com que um treinador sensível esteja consciente das necessidades de seus atletas, este mesmo treinador deve conhecer uma grande variedade de técnicas motivacionais e achar a combinação ideal para resultados produtivos. As atitudes do treinador devem se ajustar a cada pessoa, pois os conceitos de incentivo e desempenho ótimo são subjetivos e particulares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, L. P. 1989). Questões da Educação Física Permanente. Rio de Janeiro: EDUSRJ.
DE MARCO, A. & JUNQUEIRA, F. C. (1993). Diferentes tipos de influências sobre a motivação de crianças numa iniciação esportiva. IN PICCOLO, V. L. N. (org.), Educação Física Escolar: ser ou não ter? Campinas, SP: Editora da UNICAMP.
MACHADO, A. A. (1995). Importância da Motivação para o Movimento Humano. In Perspectivas Interdisciplinares em Educação Física. S.B.D.E.F..
MAGGIL, R. A. (1984). Aprendizagem motora. Conceitos e Aplicações. São Paulo: Editora Bles Cher.

Texto do Professor Fernando César Gouvêa
Professor de Educação Física e Mestre em Psicologia do Esporte.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A importância da informática


A informática sem dúvida alguma esta presente em todos os lugares, onde a cada ano que passa ela cresce ainda mais, e vem sendo bastante exigida no mercado de trabalho.
O ramo da informática está muito promissor e promete ser ainda mais.
O mundo da informática, nada mais é do que uma ciência, que estuda as leis da informação, essa nova ciência é chamada de cibernética e é bastante complexa, onde para uns é um verdadeiro paraíso, já para outros é impossível de saber tudo, mas a necessidades de ter pelos ao menos noções básicas de informática, faz com muitas pessoas procurem por cursos, para terem alguma noção e saber ao menos o básico de tal ciência. Cursos de informática estão espalhados por todo Brasil, e podem ser encontrados em escolas particulares ou através de projetos de inclusão social que possibilitam ensinar conceitos da informática, a quem não tem condições de arcar com custos de um curso.

A importância dos Cursos Profissionalizantes


Esses cursos são ideais para quem deseja o ingresso imediato no mercado de trabalho, pois oferecem uma qualificação profissional e, em geral, são de curta duração.

Atualmente o mercado de trabalho está bastante concorrido, onde até mesmo quem possui curso superior está ficando para trás, é claro que uma faculdade conta e muito, na hora de escolher um bom funcionário para trabalhar em determinado lugar, mas hoje em dia o que as empresas contratantes estão realmente visando é o potencial dos indivíduos á um cargo. Para que as pessoas possam alcançar um patamar mais elevado e consiga se destacar em meio a multidão é preciso que indivíduo interessado em obter um bom emprego, faça cursos de qualificação, que o capacite para desenvolver várias funções, ou até se qualifique em uma área especifica, pois isso é garantia de sucesso e melhores horizontes na hora de adentrar, regressar ou permanecer no mercado de trabalho, que se encontra muito exigente.


Infelizmente fica bem difícil sobreviver no mercado de trabalho somente com o ensino médio completo, precisamos de muitos cursos profissionalizantes que nos possibilitem dominar alguma área para que possamos nos dar melhor em relação ao patamar desejado.

O grande problema é que as coisas não param de se modernizar, então quanto mais você estudar melhor será o seu desempenho em busca dessa jornada. Não fique parado, isso com certeza é a pior besteira a se fazer. Atualize-se não tenha preguiça, corra atrás dos seus objetivos.

Um curso profissionalizante é uma maneira mais rápida e fácil de facilitar e adiantar a entrada no mercado de trabalho. Os cursos antigamente eram procurados somente por pessoas que estavam no ensino médio, mas atualmente estão sendo bastante procurados por pessoas que já concluíram esta etapa da vida e não possuem condições de realizarem uma faculdade.

Cursos Profissionalizantes mais procurados. Dê uma olhada e escolha o seu:

Administração
Comércio
Comunicação Visual
Contabilidade
Design de Móveis
Eletroeletrônica
Enfermagem
Hotelaria
Informática
Logística
Marketing
Nutrição e Dietética
Petróleo e gás
Redes de Computadores
Secretariado

Abaixo algumas escolas que oferecem os cursos em nível profissionalizantes e/ou técnicos:

www.saocamilo-sp.br
www.microlins.com.br
www.microcamp.com.br/
www.senai.br
www.senac.br

fontes: www.guiadicas.com/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aprendizagem mediada


Reuven Feuerstein é hoje destacado psicólogo e psicopedagogo da Educação. Nasceu na Romênia, em 1921. Desde jovem se dedica a Educação. Durante sua graduação, trabalhou com Jung, Carl Jaspers e André Rey e integrou a equipe de Jean Piaget. Em 1952, graduou-se em Psicologia pela Universidade de Genebra, sob a direção de Jean Piaget. Doutorou-se, em 1970, em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Sorbone. Foi chamado pela Agência judia para estudar os problemas de crianças do Norte da África (Egito, Argélia, Marrocos e Tunísia) que deveriam transladar-se para Israel. Para avaliar esses jovens ele levou consigo a crença de resgatar a dignidade das crianças e adolescentes órfãos , vítimas do holocausto.
Feuerstein afirma que há duas modalidades de aprendizagem.
As pesquisas do prof. Reuven Feuerstein para explicar as diferenças de predisposição para aprendizagem entre diferentes indivíduos, o levaram a concluir que, para uma aprendizagem efetiva, é necessária a intervenção de um mediador humano (H) entre o estímulo (S) e o organismo/aprendiz (O) e entre este último e a resposta (R).

S H O H R

A fórmula acima é uma adaptação da fórmula de Piaget, S - O - R, cuja abordagem (incidental) Feuerstein considera insuficiente para assegurar uma aprendizagem efetiva.


Intencionalidade e Reciprocidade
Na mediação do tipo intencionalidade e reciprocidade, o mediador tem um propósito específico e trabalha ativamente para focar a atenção do mediado no estímulo.
A reciprocidade ocorre quando existe uma resposta do mediado e uma indicação de que ele está receptivo e envolvido no processo de aprendizagem.


Significado
Neste tipo de interação, o mediador motiva o aluno, explicando os motivos e a importância daquela atividade.


Transcendência
Na mediação da transcendência ocorre quando a interação vai além da necessidade imediata, promovendo a aquisição de princípios e conceitos que podem ser generalizados.


Competência:
Ela ocorre quando o mediador ajuda o mediado a desenvolver a autoconfiança necessária para se engajar numa atividade com sucesso.



Auto-regulação e Controle do Comportamento
Nesta mediação, o professor promove o "pensar sobre o pensar", incentiva o mediado a pensar sobre o seu comportamento, modificando-o. É como um "semáforo" que ajuda a criança a controlar sua impulsividade e a escolher respostas adequadas a um estímulo.


Compartilhamento
Ocorre quando o mediador e o grupo de mediados atuam juntos numa atividade e respondem em conjunto.
Promove sensibilidade em relação ao outro e enfatiza o trabalho em grupo.


Individuação
Neste tipo de interação, o mediador encoraja a autonomia e a independência do aluno em relação aos outros, celebrando a diversidade das pessoas. Há reconhecimento e valorização da independência e da individualidade.


Planejamento de Objetivos
Ocorre quando o mediador encoraja e orienta o aluno para que estabeleça objetivos e discute, de forma explícita, os meios para alcançá-los. É um processo pelo qual o mediado é orientado a planejar e alcançar metas.



Desafio

Nesta interação, o professor evoca no mediado a motivação para tentar algo novo e a perseveração em algo difícil. Envolve a superação do medo do desconhecido e a resistência a algo difícil e incomum.



Auto-modificação
Na mediação por auto-modificação, o mediador encoraja o mediado a reconhecer, aceitar e monitorar as mudanças contínuas que ocorrem internamente.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Alfabetizar na educação infantil


Desde que a aprendizagem não seja uma tortura a alfabetização da educação infantil é valida. Participar de aulas que despertem a curiosidade e envolvam brincadeiras e desafios nunca será algo cansativo. Em turmas que têm acesso à cultura escrita, a alfabetização ocorre mais facilmente. Por observar os adultos, ouvir historinhas contadas pelos pais e brincar de ler e escrever, algumas crianças chegam à Educação Infantil em fases avançadas. Por isso, oferecer acesso ao mundo escrito desde cedo é uma forma de amenizar as diferenças sociais e econômicas que abrem um abismo entre a qualidade da escolarização de crianças ricas e pobres. Dentro dessa concepção, a rede municipal de São José dos Campos implementou horas de trabalho coletivo para a formação continuada dos professores. Há um coordenador pedagógico por escola e uma equipe técnica responsável pelo acompanhamento dos coordenadores. As crianças de 3 a 6 anos atendidas pela rede aprendem, brincando, a usar socialmente a escrita. Em sala, os professores lêem diariamente e promovem brincadeiras. Os pequenos identificam com seu nome pastas e materiais, usam crachás, produzem textos coletivos que ficam expostos nas paredes e têm sempre à mão livros e brinquedos. "Nossas atividades incentivam a pensar sobre a escrita, tornando-a um objeto curioso a ser explorado. E tudo de forma dinâmica, porque a dispersão é rápida", conta Clarice Medeiros, professora do Infantil III (5 anos) da escola Maria Alice Pasquarelli. "No ano passado, quando recebi os alunos de 3 anos, eles já sabiam diversos poemas e conheciam Vinicius de Moraes. Também identificavam as diferenças entre alguns gêneros textuais", lembra Liliane Donata Pereira Rothenberger, professora do Infantil II (4 anos). De acordo com a orientadora pedagógica Helena Cristina Cruz Ruiz, o objetivo é desenvolver o comportamento leitor desde cedo para que os alunos se comuniquem bem, produzam conhecimentos e acessem informações.

Fonte site: www.educarparacrescer.com.br

sábado, 1 de janeiro de 2011

O que se aprende com a Educação Física


Educação Física não é só recreação e jogo de bola. Conheça as lições que é possível tirar da disciplina
Pelé, Romário, Ronaldo, Zico, Hortência, Oscar, César Cielo, Bernardinho, Marta, Guga... Quem não sonha em ser um atleta peso-pesado? Ou em ter um campeão desses na família? Mas não é apenas de medalhas de ouro e prata que o esporte é feito. Pesquisas mostram que apenas 0,26% da população tem aptidão para se tornar esportista de renome. Mas nem por isso a Educação Física deve ficar de escanteio. As aulas aplicadas na vida escolar das crianças e jovens brasileiros podem não fazer ídolos esportivos, mas desenvolvem muitas habilidades importantes.

Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!

Na Escola da Vila, em São Paulo, por exemplo, faz parte do plano pedagógico de Educação Física transmitir por meio das atividades valores éticos. "Nosso trabalho é voltado para práticas que, além de melhorar funções metabólicas, e de conscientizar os alunos da importância do cuidado com o corpo, procuram desenvolver um senso de coletividade buscando uma convivência solidária e positiva", diz Washington Nunes, Coordenador de Esportes.

Essa concepção do ensino de Educação Física parte de um conceito que entende o ser humano como um animal estruturado por corpo, razão e emoção. Em consonância com essa filosofia, a UNESCO – organização de cultura, Educação e ciência das Nações Unidas – estabeleceu quatro pilares que devem fundamentar a Educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. "Uma boa Educação deve ensinar o aluno a aprender, a agir e a se relacionar. Precisa englobar esses 4 pilares da UNESCO. E isso vale para qualquer disciplina, inclusive a Educação Física", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e treinador de basquete juvenil do Club Athletico Paulistano, de São Paulo.

Conheça melhor algumas competências que crianças e jovens podem desenvolver com a Educação Física:

1) Desenvolver habilidades cognitivas

2) Respeitar o corpo

3) Aumentar a autoestima

4) Trabalhar o equilíbrio emocional

5) Reconhecer o outro e saber compartilhar

6) Trabalhar em grupo

7) Desenvolver a autonomia

8) Estimular a criatividade

Fonte site educar para crescer : http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/educacao-fisica-559281.shtml

Necessidade de se dar mais atenção à Educação Física


Não há Educação sem Educação Física

Os candidatos a cargos eletivos devem defender que a Educação Física seja parte integrante do projeto pedagógico das escolas. As Políticas Públicas, os Programas e Projetos Governamentais devem contemplar o desenvolvimento da competência de movimentar-se, a promoção do esporte para toda a vida e a participação em atividades físicas como questão de vital importância na sociedade atual.

A Educação Física é necessária ao processo de crescimento e desenvolvimento das crianças tanto do ponto de vista corporal, quanto do cognitivo e do afetivo. É, portanto, uma das tarefas básicas do Sistema Educacional oferecer essa disciplina a seus alunos. A Educação Física deve ser valorizada como elemento indispensável à realização dos objetivos da Educação Básica. Possivelmente, não lhe é dado o devido valor pela falta de sensibilidade das autoridades educacionais em compreender o seu real significado para o aluno.

O Homem não é divisível em corpo e espírito, ele forma um todo psíquico e orgânico. A educação das crianças e jovens se faz de forma integral. Mesmo assim, de modo geral, a disciplina está sendo relegada a terceiro plano nas políticas educacionais. O número de sessões semanais vem diminuindo e não se tem dado a devida importância ao professor de Educação Física, principalmente nas séries de 1ª a 4ª do Ensino Fundamental. Infelizmente os profissionais da educação não têm se preocupado devidamente com a corporeidade de seus alunos, muito menos os Governantes na formulação de políticas públicas.

Acredito que esse 'esquecimento' do valor da Educação Física seja um dos principais fatores que está prejudicando sensivelmente o processo de educação integral, da aprendizagem e da formação global dos alunos. É também uma das possíveis causas para o aumento do número de brasileiros sedentários, obesos, estressados e acometidos de doenças cardiovasculares. Hoje as crianças e jovens não brincam com seus corpos, pouco se movimentam espontaneamente, prejudicando todo seu desenvolvimento biopsicomotor e sua evolução natural. O prejuízo muitas vezes é irrecuperável.

Sabe-se que o estilo de vida sedentário é associado a diversas doenças que afligem as pessoas, em particular as crianças que vivem nos centros urbanos. Ao entrarem na escola algumas crianças já apresentam sintomas de falta de atividade física. A imobilidade diante da T.V, dos computadores, dos jogos eletrônicos, o intenso trânsito das ruas, a falta de espaço nas cidades e moradias são algumas das causas. A Educação Física oferece condições para despertar o interesse dos alunos para a preocupação com a sua saúde, tornando-se um "meio" ou um "veículo" para a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Todas as disciplinas curriculares têm como finalidade contribuir, por meio de sua especificidade, para a educação integral do jovem. A Educação Física visa, através do desenvolvimento e reflexão das atividades físicas e sua importância para a conquista da qualidade de vida, estar integrada no processo pedagógico da escola, contribuindo para que os objetivos da formação sejam alcançados.

Estudos já demonstraram que muitas crianças apresentam dificuldades de alfabetização por falta de coordenação - coordenação dinâmica geral e coordenação motora fina. A Educação Física tem sua especificidade no desenvolvimento do corpo em movimento consciente, fator necessário para a vida toda por cada um de nós e que não sendo desenvolvida prejudica, inclusive, o processo de desenvolvimento da lógica e da alfabetização. Portanto, é necessário que a Escola ofereça a disciplina para possibilitar à criança desenvolvimento de seu corpo para que ela possa viver de forma plena. Não há Educação sem Educação Física

O presidente da Confef (Conselhos Federal e Regionais de Educação Física), Jorge Steinhilber no site http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/educacao-fisica-593213.shtml

domingo, 20 de junho de 2010

Teoria Humanista


Proposta
Esta teoria apresenta a aprendizagem centrada no aluno, sua pratica vem da psicoterapia, nela o ser humano é visto como essencialmente bom, e em cada individuo existe um núcleo positivo que é o valor pessoal. O ser humano é visto como mais que um organismo biológico, ele um ser que pensa, sente, escolhe, decide, tem capacidade de mudar, por esse motivo que a educação tem que ter essas características e focar o processo nas necessidades do aluno.

Principal Representante
Carl Rogers nasceu em Chicago, em 1902. Formou-se em História e Psicologia, aplicando os princípios da Psicologia Clínica à educação. Suas idéias chegaram ao Brasil na década de 70, em confronto direto com o ideal behaviorista.

Teoria Cognitiva


Proposta
Esta teoria explica o desenvolvimento cognitivo humano onde o conhecimento se constrói através de experiências e é divido em quatro fases: sensório-motor, que dura no nascimento até o segundo ano de vida; pré-operatório, que vai dos dois anos até os sete; Operatório concreto, dos sete aos 11 anos; e Operatório formal, acontece A partir dos 12 anos de idade.

Principal Representante
Jean Piaget (Neuchatel, 09 de agosto de 1896 — Genebra, 16 de setembro de 1980) estudou inicialmente biologia, na Suíça, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação.

Teoria Sócio-interacionismo


Proposta
Nesse estudo o desenvolvimento é impulsinado pela linguagem, nesse processo é que gera e promove o desenvevolvimento das estrututas mentais superiores e a interação tem um papel determinante, a troca através da comunicação que acontece entre a criança e o adulto.

Principal Representante
Lev S. Vygotsky (1896-1934) , professor e pesquisador foi contemporâneo de Piaget, e nasceu em Orsha, pequena cidade da Bielorrusia em 17 de novembro de 1896,  viveu na Rússia, quando morreu, de tuberculose, tinha 37 anos.

Teoria Conexionista


Proposta
Esta teoria vê a mente com perspectivas computacional, e descreve o processo cognitivo semelhante ao de um computador - os dados que alimentam a mente (input ou dados de entrada), seu processamento (dados ocultos) e o produto ou output (dados de saída). Essa teoria rejeita que a linguagem seja uma faculdade inata, ela defende assim como behaviorismo que defende que a aprendizagem é fruto de associação entre as informações.

Principal Representante
Santiago Ramón y Cajal (Petilla de Aragón, 1 de maio de 1852 — Madrid, 17/18 de outubro de 1934) foi um Médico e Histologista espanhol. Recebeu o Nobel de de Fisiologia ou Medician de 1906

Teoria Behaviorista


Proposta
Uma teoria muito encontrada no âmbito escolar, quando a pratica do ensino repetitivo é empregada, ela consiste em reproduzir com pouca reflexão, o educador não é visto como um ser atuante. Para se sustentar este modelo pedagógico são apresentados exercícios prontos, acabados e com um sentido único.

Principal Representante
Burrhus Frederic Skinner nasceu em 20 de março de 1904 na cidade de Susquehanna na Pensilvânia. Graduou-se em Psicologia em 1930 e terminou seu doutorado em 1931. Trabalhou na Universidade de Minesota e quando ingressou em Harvard influenciou toda uma geração de estudantes

Teoria do Construtivismo


Proposta
A teoria do construtivismo aponta que a criança constrói a linguagem através da interação com o mundo físico e esse processo acontece por meio de estágios. Essa teoria tem uma postura epistemológica que mostra o conhecimento como uma interação do sujeito com o objeto.

Principal Representante
Émile Durkheim (15/04/1858 - Paris, 15/11/1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da Coesão Social.

Teoria do Apriorismo


Proposta
A proposta da Teoria do Apriorismo considera que o individuo, traz com ele as condições do conhecimento e da aprendizagem, isso se manifestará imediatamente ou progressivamente através de um amadurecimento. Uma teoria que não é diretiva, e difícil de colocar em pratica e não muito fácil de detectar em sala de aula.

Principal Representante
Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de Abril de 1724 — Königsberg, 12 de Fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.