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domingo, 13 de dezembro de 2015

Ética X Moral

Ética


A ética é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que conjetura sobre as regras morais. As reflexões sobre ética podem inclusive contestar as regras morais vigentes, compreendendo-as como ultrapassadas, por exemplo.

 Moral

A moral engloba as regras que temos de seguir para viver em sociedade, regras estas criadas pela própria sociedade. Quem segue estas regras é uma pessoa moral; quem não, uma pessoa imoral.

Exemplificando


Ética é aquilo que você não faz independente se alguém está vendo ou não, são seus princípios que estão em jogo, já moral é aquilo que você não faz na frente dos outros, por medo de ser julgado.

Gustavo Bernardo, conta um exemplo famoso, o caso de Rosa Parks, a costureira negra que, em 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, nos Estados Unidos, desobedeceu à regra existente de que a maioria dos lugares dos ônibus era reservado para pessoas brancas. Já com certa idade, farta daquela humilhação moralmente oficial, Rosa se recusou a levantar para um branco sentar. O motorista chamou a polícia, que prendeu a mulher e a multou em dez dólares. O acontecimento provocou um movimento nacional de boicote aos ônibus e foi a gota d’água de que precisava o jovem pastor Martin Luther King para liderar a luta pela igualdade dos direitos civis.
No ponto de vista dos brancos racistas, Rosa foi imoral, e eles estavam certos quanto a isso. Na verdade, a regra moral vigente é que estava errada, a moral é que era estúpida. A partir da sua reflexão ética a respeito, Rosa pôde deliberada e publicamente desobedecer àquela regra moral.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

8 Benefícios de um sorriso

 As pessoas que riem mais tem o risco de problemas de coração reduzidos.


Dar boas risadas aumentam os níveis do bom colesterol, o HDL.


Rir diminui a pressão arterial, enquanto o estresse aumenta.


Sorrir limpa seus pulmões deixando-os ainda mais forte.

O sorriso melhora a digestão, devido ao estímulo dos músculos do abdômen.


 Aumenta a oxigenação de todas as células, tecido e órgãos.


Diminui o estresse e fortalece o sistema imunológico.

O movimento facial devido ao sorriso combatem as rugas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Você sabe qual é a origem da arroba ( @ )?


Origem de alguns símbolos

Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizada a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar.

O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês como at (a ou em).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:

1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;
2 - os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3" assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.

Em 1872, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim "Fulano@Provedor X" ficou significando "Fulano no provedor X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus.

Reinaldo Pimenta

Do livro: "A Casa da Mãe Joana"
Texto divulgado no E-zine: Livre Pensar, Ano II, Número 356, de 15 de julho de 2003, editado por Ivaldo Gomes, João Pessoa/PB, e enviado pelo mesmo.

Site: www.blocosonline.com.br

sábado, 15 de janeiro de 2011

Origem da Palavra Idiota


Política para não ser um Idiota?

Originalmente, a palavra idiota não tinha o mesmo significado que atribuímos atualmente, pois assim como muitas outras palavras, seu significado tem se alterado do propósito inicial.
Esta palavra nasceu na antiga Grécia para nominar aquelas pessoas que não estavam
integradas na Polis grega, para aqueles que não se interessavam ou não participavam dos assuntos públicos (de grande importância naquela época) e só se ocupavam de si próprios.
Desta concepção vem sua raíz "Idio", que significa próprio. Um exemplo de idiota era aquela pessoa que não assistia ao teatro, que naquela época era um meio muito importante de transmissão de valores e comportamentos (e cuja assistência se considerava muito importante e prioritária).
Apesar do passar do tempo e da invasão romana e sua imposição do latim como linguagem oficial, esta palavra sobreviveu e se instaurou não conservando seu significado.
No século XII, esta palavra voltou a ressurgir e chegou a Espanha e França e com dois significado distintos. O primeiro se referia a aquela pessoa ignorante e o segundo (conservando em parte seu significado grego) se referia ao homem da rua, ao plebeu e ao particular. O primeiro destes significados teve importância na Europa medieval já que era com ele que se designavam aqueles monges que não conheciam bem o latim e se referia àquela pessoa que não conhecia bem a língua, cometendo erros ao falá-la ou escrevê-la (uma variante de ignorante).
O sentido atual que outorgamos a idiota nasce a causa de seu establecimento como termo médico para referir-se a aquelas pessoas com deficiências mentais e baixo coeficiente intelectual.


Irresistível a comparação. Para os gregos da Antiguidade Clássica era “idiota” o sujeito que preenchendo as prerrogativas para participar da vida pública na polis, abdicava de fazê-lo. Hoje, muitas vezes, são rotulados de idiotas aqueles que, nas rodas de conversa, não se empolgam com assuntos sobre a vida privada das celebridades e insistem em colocar em pauta temas públicos, ou seja, assuntos políticos. Interessar-se por política, para muitos, não é normal.

A polis era a unidade constitutiva indecomponível e a dimensão suprema da existência. No viver “político” e na “politicidade” os gregos viam não uma parte, ou aspecto, da vida, mas seu todo, sua essência. Inversa-mente, o homem “não-político” era um ser deficiente, um ídion um ser carente (significado original do nosso termo “idiota”, cuja insuficiência consistia justamente em ter perdido (ou não haver adquirido) a dimensão e a plenitude da simbiose com sua polis. Em breve, um homem “não-político” não era apenas um ser inferior, era menos-que-homem.

Fontes: www.cametaforas.blogspot.com

SARTORI, Giovanni. Que é a política?. In: _____ A Política: lógica e método nas Ciências Sociais.
Brasília: Editora UnB, 1981.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Origem da Palavra Idiota


Política para não ser um Idiota?

Originalmente, a palavra idiota não tinha o mesmo significado que atribuímos atualmente, pois assim como muitas outras palavras, seu significado tem se alterado do propósito inicial.
Esta palavra nasceu na antiga Grécia para nominar aquelas pessoas que não estavam
integradas ns Polis grega, para aquelles que não se interessavam ou não participavam dos assuntos públicos (de grande importância naquela época) e só se ocupavam de si próprios.
Desta concepção vem sua raíz "Idio", que significa próprio. Um exemplo de idiota era aquela pessoa que não assistia ao teatro, que naquela época era um meio muito importante de transmissão de valores e comportamentos (e cuja assistência se considerava muito importante e prioritária).
Apesar do passar do tempo e da invasão romana e sua imposição do latim como linguagem oficial, esta palavra sobreviveu e se instaurou não conservando seu significado.
No século XII, esta palavra voltou a ressurgir e chegou a Espanha e França e com dois significado distintos. O primeiro se referia a aquela pessoa ignorante e o segundo (conservando em parte seu significado grego) se referia ao homem da rua, ao plebeu e ao particular. O primeiro destes significados teve importância na Europa medieval já que era com ele que se designavam aqueles monges que não conheciam bem o latim e se referia àquela pessoa que não conhecia bem a língua, cometendo erros ao falá-la ou escrevê-la (uma variante de ignorante).
O sentido atual que outorgamos a idiota nasce a causa de seu establecimento como termo médico para referir-se a aquelas pessoas com deficiências mentais e baixo coeficiente intelectual.


Irresistível a comparação. Para os gregos da Antiguidade Clássica era “idiota” o sujeito que preenchendo as prerrogativas para participar da vida pública na polis, abdicava de fazê-lo. Hoje, muitas vezes, são rotulados de idiotas aqueles que, nas rodas de conversa, não se empolgam com assuntos sobre a vida privada das celebridades e insistem em colocar em pauta temas públicos, ou seja, assuntos políticos. Interessar-se por política, para muitos, não é normal.

A polis era a unidade constitutiva indecomponível e a dimensão suprema da existência. No viver “político” e na “politicidade” os gregos viam não uma parte, ou aspecto, da vida, mas seu todo, sua essência. Inversa-mente, o homem “não-político” era um ser deficiente, um ídion um ser carente (significado original do nosso termo “idiota”, cuja insuficiência consistia justamente em ter perdido (ou não haver adquirido) a dimensão e a plenitude da simbiose com sua polis. Em breve, um homem “não-político” não era apenas um ser inferior, era menos-que-homem.

Fontes: www.cametaforas.blogspot.com

SARTORI, Giovanni. Que é a política?. In: _____ A Política: lógica e método nas Ciências Sociais.
Brasília: Editora UnB, 1981.