sexta-feira, 16 de agosto de 2013

8 Benefícios de um sorriso

 As pessoas que riem mais tem o risco de problemas de coração reduzidos.


Dar boas risadas aumentam os níveis do bom colesterol, o HDL.


Rir diminui a pressão arterial, enquanto o estresse aumenta.


Sorrir limpa seus pulmões deixando-os ainda mais forte.

O sorriso melhora a digestão, devido ao estímulo dos músculos do abdômen.


 Aumenta a oxigenação de todas as células, tecido e órgãos.


Diminui o estresse e fortalece o sistema imunológico.

O movimento facial devido ao sorriso combatem as rugas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

64 Maneiras de praticar a não violencia


1. Coragem

Eleonor Roosevelt nos incitou: “Vocês devem fazer as coisas que pensam que não conseguem fazer.” Praticar estas 64 maneiras será um desafio a fazer coisas que você pensa não ser capaz de fazer. Hoje acenda uma vela e aceite a coragem de praticar 64 maneiras de viver de forma não-violenta.

2. Sorriso

O mestre budista Thich Nhat Hanh disse: “Se em nossa vida diária pudermos sorrir, não apenas nós mesmos, mas todos ganharão com isso. Este é o tipo mais básico de trabalho pela Paz”. Hoje partilhe um sorriso com ao menos três pessoas, sabendo que seu sorriso contribui para a paz.

3. Apreciação

Louise Hay diz “Aprecie-se o mais que puder...O amor em nossa vida começa conosco mesmo... Amar a si mesmo ajudará a curar este planeta”. Escreva dez coisas que você aprecia em você mesmo. Leia em voz alta o que escreveu.

4. Importar-se

Segundo Peter McWilliams, “Não-violência em relação a si mesmo é importar-se consigo mesmo. Amor próprio é o coroamento do sentido de valor próprio... É o que os gregos chamam de reverência pelo ser”. Não basta falar, é preciso agir. Faça uma lista de pelo menos cinco maneiras pelas quais você poderia cuidar melhor de si mesmo. Ponha pelo menos uma em prática hoje mesmo.

 

5. Acreditar

O escritor Wayne Dyer escreve sobre o impacto que nossas crenças exercem sobre a vida diária. Hoje acredite que você possui todos os recursos necessários para levar a sua vida na direção da paz. Esteja atento às demonstrações simples de respostas pacíficas que você receber.

6. Simplicidade

A simplicidade é um convite à pacificação. Pense em três maneiras de simplificar a sua vida e ponha pelo menos uma em prática hoje mesmo.

7. Educação

O conhecimento fortalece sua convicção e aprofunda sua sabedoria e compreensão. Aprenda sobre o poder da não-violência estudando a respeito. Leia artigos, revistas ou um livro; veja um filme ou vídeo sobre assuntos relacionados à não-violência. Aprenda sobre direitos humanos, diversidade, ecologia, história, política, perdão, espiritualidade, paz,  biografias de heróis e muito mais.

8. Cura

A escritora, poeta, ativista e professora Maya Angelou transformou uma experiência traumática de infância num catalisador para criatividade e realização. Hoje escolha um evento traumático de sua vida e descubra a “dádiva” que isso lhe proporcionou. Partilhe esse dom com outras pessoas no dia de hoje.

9. Sonho

Martin Luther King tinha um grande sonho. Qual é o seu sonho de paz? Escreva. O que você pode fazer para honrar esse sonho? Faça isso hoje.

10. Fé

Quando César Chavez organizava trabalhadores rurais, ele os desafiava a dizer “Si, se puede” (Sim, é possível) quando não sabiam como vencer um determinado obstáculo. Hoje diga “Sim, é possível”, mesmo que você não saiba como chegar a seu objetivo. Tenha fé e diga: Sim, é possível, até que encontre o caminho.

11. Contemplação

Por pelo menos 3 minutos relaxe, respire, e deixe sua mente se alimentar de tudo que é bom e belo. A escritura sagrada diz: “Como o homem pensa em seu coração, assim ele será”.

12. Terra

Gandhi disse “Esquecer como se cava o chão e cuida da terra é esquecer-se de nós mesmos”. E Black Elk disse “Alguma pequena raiz da árvore sagrada ainda vive. Alimente-a, que ela possa vicejar e florescer e carregar-se de pássaros canoros”. Hoje plante uma semente na terra ou cuide de uma planta.

13. Criatividade

A pior coisa que se pode fazer a uma alma é suprimir seu desejo natural de criar. Identifique ao menos 5 maneiras pelas quais você expressa sua criatividade todos os dias. Hoje deixe que algo imprevisível e alegre se expresse através de você.

14. Humildade

Errar é parte integrante do aprendizado e do crescimento. Hoje, admita abertamente ao menos um erro que cometeu, e reflita alguns minutos sobre o que aprendeu.

15. Reverência

O ambientalista John Muir disse: “Todos precisamos da beleza, assim como do pão, lugares onde brincar e onde rezar, onde a natureza pode nos curar, alegrar e fortalecer o corpo e a alma”. Hoje dê uma volta lá fora e perceba a beleza em volta, acima e abaixo de você".

16. Gratidão

Em seu programa, Oprah Winfrey freqüentemente promove a prática diária da gratidão. Comece o dia listando cinco coisas pelas quais você é grato, e termine o dia partilhando com alguém as coisas boas que aconteceram hoje.

 

17. Integridade

Faça o que é correto. Spike Lee usou estas palavras para dar título a um filme. Quando tiver que escolher hoje, ouça a voz da consciência. Você sabe o que é certo. Faça.

18. Liberdade

A ativista dos direitos civis Diane Nash disse: “A liberdade, por definição, é a gente perceber que somos nosso próprio líder”. Assuma um papel de liderança em sua própria vida hoje. Encontre uma forma de expressar melhor quem você realmente é.

19. Aceitação

“Ressentimento, medo, crítica e culpa causam mais problemas que qualquer outra coisa”, diz Louise Hay. Hoje, tome a decisão de não se julgar (nem aparência, nem capacidade, nem expressão). Veja como você é único, amoroso, capaz e brilhante! Aceite-se exatamente como é.

20. Perdão

Quando você se julga, tende a acreditar que você é aquilo que fez ou deixou de fazer; o que tem ou deixa de ter. Sabendo que você é algo maior que tudo isso, perdoe-se por esquecer o bem que existe dentro de você.

 

21. Inspiração

Pense em ao menos duas pessoas que para você são um exemplo de não-violência. O que você admira nelas? Pratique estes comportamentos hoje para que outras pessoas possam receber esta inspiração.

22. Missão

“Minha vida é minha mensagem” disse Gandhi. Escreva a mensagem que você quer para sua vida. Pense em ao menos uma forma de demonstrar, através da ação, que você luta pelos seus princípios. Faça uma ação hoje.

23. Oração

“A oração vinda do coração pode conseguir o que nada mais no mundo consegue” disse Gandhi. Comece e termine o dia com uma oração pela paz. Que a paz comece por você.

Interpessoal


Para criar um mundo pacífico, devemos aprender a praticar a                                                não-violência uns com os outros nas interações do dia-a-dia.

 

24. Harmonia

Hoje escolha não se envolver em nenhum tipo de fofoca. Isso contribui para a harmonia. Hoje decida ver o bem nos outros em vez de procurar os defeitos.

25. Amizade

Para o humorista Will Rogers as pessoas desconhecidas eram simplesmente amigos que ele ainda não conhecera. Veja aqueles que você encontrar hoje sob esta perspectiva. Tenha mais um conhecido.

26. Respeito

Gandhi ensinava que “A linguagem é um reflexo exato do caráter e formação daquele que fala”. Hoje respeite a você mesmo e aos outros escolhendo não usar linguagem grosseira ou ofensiva.

27. Generosidade

Madre Teresa dizia que “Há uma pobreza escondida que é mais generalizada que a falta de dinheiro. É a pobreza do coração”. Encontre três maneiras de dispor generosamente do seu tempo, atenção e recursos em favor dos outros.

28. Ouvir

Hoje pare de fazer o que está fazendo e tire cinco minutos para ouvir aos sentimentos atrás das palavras daquele que está falando com você. Esteja totalmente presente no diálogo e interesse-se pelo que a pessoa está dizendo.

29. Perdoar

Perdoar não é relevar um comportamento ofensivo. Quando percebemos que há algo dentro de nós mais importante que esta ofensa, ficamos livres para esquecer o passado e avançar em nossa vida. Hoje escreva uma carta para perdoar alguém. Não é necessário colocar no correio.

30. Fazer as pazes

Faça as pazes hoje. Peça desculpas a alguém que você tenha magoado e seja sincero em suas intenções.

31. Elogio

Sentir-se apreciado ajuda as pessoas a crescer. Elogie ao menos três pessoas hoje pelas suas qualidades pessoais, conquistas, ou ajuda solícita.

32. Paciência

Segundo César Chavez “Não-violência não é inação... É trabalho duro...É a paciência para vencer”. Quando seus planos parecem ter sido adiados, escolha ser paciente identificando ao menos três modos de usar construtivamente esse tempo para fomentar seus objetivos.

33. Reconhecimento

Diga hoje a alguém o quanto ele ou ela são importantes para você. Que este seja um dia em que as pessoas não passam desapercebidas.

34. Amor

Gandhi escreveu: “A não-violência se baseia no pressuposto de que a natureza humana ...invariavelmente reage aos avanços do amor”. Hoje, concentre-se naquilo que você mais aprecia na pessoa que você menos gosta.

35. Compreensão

Thich Nhat Hanh diz: “Quando você compreende, não há como não amar... Pratique olhar para todos os seres vivos com um olhar compassivo”. Mande um pensamento silencioso de amor para dez pessoas hoje. Partilhe sua experiência com alguém.

36. Atenção

Se simplesmente agirmos em todos os momentos com serenidade e atenção, cada minuto da vida é uma obra de arte. Perceba a motivação por trás de seus atos, a intenção por trás de suas palavras, e as necessidades e experiências de outras pessoas. Fazendo isso você estará tornando a vida mais bela para as outras pessoas.

37. Gentileza

Quando estiver dirigindo hoje, diminua a velocidade e dê passagem a alguém. Pare e deixe os pedestres passarem.

 

38. Bondade

Todos os dias ouvimos falar de atos de violência sem sentido ou explicação. Participe da contra revolução de bondade iniciada por Anne Herbert. Faça três gestos de bondade hoje.

39. Diálogo

Marianne Williamson descreve uma sociedade saudável como aquela em que “As pessoas que discordam podem fazê-lo com honra e respeito às opiniões alheias, conscientes da sua condição humana partilhada”. Em Desiderata, Max Ehrmann diz que “Fale sua verdade serena e claramente e ouça os outros”. Hoje fale o que pensa, mas não entre no espírito da argumentação.

 

40. Unidade

As diferenças emprestam variedade à vida, e de qualquer modo, elas estão apenas na superfície. Hoje procure três formas de ver além das diferenças externas em opiniões, aparências e metas. Encontre o ponto de encontro na unidade subjacente que existe na diversidade.

41. Abertura

Diz um provérbio Turco: “Aquele que constrói uma cerca em volta de si, deixa mais para fora do que para dentro”. Hoje, esteja aberto para entender idéias e pessoas às quais você se opôs no passado.

42. Consciência

Em situações de conflito a consciência pessoal nos permite assumir responsabilidade pela nossa contribuição para o conflito. Hoje assuma responsabilidade pelo modo como você contribui para o conflito e faça uma escolha diferente, que possa levar a uma solução pacífica.

43. Singularidade

Dale Carnegie diz que a maior necessidade das pessoas é de amor e aprovação. Elogie, cumprimente e honre a singularidade de ao menos cinco pessoas hoje. Note o impacto positivo que isto causa em virtude da valorização da individualidade de cada um.

44. Cooperação

Quando trabalhamos juntos, somos mais fortes do que quando trabalhamos sozinhos. Hoje encontre um modo eficaz de cooperar mais com as pessoas da sua família ou trabalho, escola ou comunidade. Faça algo.

45. Auto-domínio

César Chavez, um organizador de recursos humanos, ensina: “Se você emprega a violência, precisa vender parte de si mesmo para essa violência. Você não é mais mestre do seu próprio esforço”. Respire fundo, silenciosamente, contando regressivamente de dez a zero para acalmar-se e esfriar antes de falar ou agir com impaciência ou raiva. Faça isto ao menos uma vez hoje.

46. Compaixão

Madre Teresa nos pede: “Encontre alguém que pensa que está sozinho e faça-o saber que não está”. Hoje, faça o que Madre Teresa pede.


Comunidade


A não-violência nos desafia a defender a verdade agindo de forma a honrar a dignidade e o valor de cada ser humano.

 

47. Desarmamento

Hoje converse com alguém sobre como seria o mundo se não existissem armas nem necessidade delas. Imagine um mundo assim.

 

48. Ecologia

Valorize a terra conservando os recursos naturais e evitando comprar produtos que destruam as florestas ou as forças de trabalho. Pratique a reciclagem hoje, usando ao menos um produto reciclado ou reciclando um produto.

49. Homenagem

Albert Einstein disse que: “Há apenas duas maneiras de viver sua vida. Uma é viver como se nada fosse um milagre. A outra é viver como se tudo fosse milagre”. Hoje, antes de cada refeição, pare para homenagear todas as mãos que trouxeram esse alimento a você e abençoe a terra por sua fertilidade.

 

50. Escolha

Esteja atento hoje a todas as piadas e comentários que mostram desrespeito em relação a grupos étnicos, mulheres ou homens, classes de pessoas, grupos religiosos, gays ou lésbicas. Tenha consideração pela dignidade de cada pessoa, e escolha não participar de conversas desrespeitosas.

51. Advogar

“Quando alguém resiste à violência”, diz Thich Nhat Hanh, “libera-se uma força de mudança. Cada ação para a paz exige que alguém mostre a coragem de desafiar a violência e inspirar o amor". Hoje, seja um aliado. Sem culpar ou julgar os outros, defenda aqueles que estão sendo desrespeitados.

52. Igualdade

Você já notou os grupos de pessoas sub-representados em suas atividades e estilo de vida? Encontre um modo de estabelecer laços com alguém pertencente a uma dessas minorias hoje.

53. Ação

“Cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parte dos acontecimentos, e a soma total de todas essas ações ficará escrita na história desta geração”, disse Robert Kennedy. Hoje encontre um modo de fazer uma pequena mudança que contribua para o bem-estar na sua casa, escola, local de trabalho ou comunidade.

54. Doação

Pratique a generosidade partilhando tempo, energia e recursos materiais com aqueles que necessitam. Limpe seu armário, vasculhe as gavetas, a garagem. Há coisas que você não usa e que poderiam ser de valia para outras pessoas? Hoje doe algo que você não usa mais.

55. Responsabilidade

A qualidade de sua comunidade começa por você. Assuma responsabilidade pela qualidade de sua comunidade onde quer que você esteja. Recolha o lixo, mesmo que não seja seu, seja em casa, no escritório ou na rua. Mesmo um pedacinho de papel a menos já é uma ajuda.

56. Auto-suficiência

As pessoas precisam da dignidade do trabalho e da oportunidade de prover suas necessidades e de suas famílias. Auto-suficiência econômica é um dos requisitos para se ter um mundo não-violento. Hoje crie um emprego para alguém ou ajude alguém a encontrar um emprego (exemplos: ajude a escrever um currículo ou preencher um pedido de emprego, ajude a fazer telefonemas, vestir-se apropriadamente, ensaiar a entrevista.)

57. Serviço

O Dr. Martin King Jr. disse: “Todos podem ser grandes…porque qualquer um pode servir…Só é preciso um coração cheio de graça e uma alma gerada pelo amor”. Torne-se um voluntário e dê ao menos duas horas de serviço por mês para uma organização da sua escolha. Partilhe seu compromisso com ao menos uma pessoa.

58. Cidadania

Robert Muller, ex-secretário geral assistente das Nações Unidas nos exorta: “Use cada carta que escreve, cada conversa, cada reunião a que comparece para expressar suas crenças e sonhos”. Hoje, mande um e-mail ou escreva para um membro do poder legislativo dizendo o que pensa.

59. Intervenção

O uso de drogas e álcool são ao mesmo tempo causa e conseqüência da violência. Hoje tenha a coragem de intervir de forma respeitosa junto a alguém que está usando álcool ou drogas. Comunicando-se de forma honesta e direta, motive essa pessoa a procurar informação, ajuda e a ficar sóbrio e livre das drogas.

60. Testemunho

“Nós somos os laços uns dos outros”, escreve a poetisa Gwendolyn Brooks. Aqueles que praticam a não-violência não podem fechar os olhos à injustiça e à crueldade. Estamos aqui para sermos testemunhas da justiça e da compaixão. Hoje esteja disposto a defender a Verdade através de sua presença, suas palavras e suas ações.

61. Paz

Escreve uma criança de 11 anos: “Paz é um pensamento especial ou um amor ou luz ou fagulha especial que todos partilhamos dentro de nós” Thich Nhat Hanh escreveu: “Pratique regar sementes de alegria e paz e não apenas sementes de raiva e violência, e os elementos de guerra em todos nós serão transformados”. Hoje, escolha reagir a cada experiência com uma intenção de paz.

62. Compromisso

Gaste cinco minutos pensando sobre seu compromisso com a não-violência. Escreva o que significa para você e o que você está disposto a fazer como conseqüência deste seu compromisso. Torne esse compromisso público falando sobre ele com ao menos duas pessoas.

63. Soltar

Diz um provérbio sufi: “Quando o coração chora pelo que perdeu, o espírito sorri diante do que encontrou”. Hoje olhe para trás e veja o quanto caminhou durante esta jornada de 64 dias. Solte o peso do passado, os julgamentos que fez de si e dos outros, e a idéia de que a paz mundial não é possível, reconhecendo que você faz diferença.

64. Celebração

Hoje se alegre com o trabalho que fez. Celebre a jornada que você realizou, junto com tantos outros, que acreditam que cada indivíduo pode mover o mundo na direção da paz com suas escolhas e ações não-violentas. “Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos atentos e empenhados podem mudar o mundo. Na verdade, isto é a única coisa que consegue mudar algo”. (Margaret Mead)


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Autismo e possibilidades de intervenção comportamental

O cinema americano há tempos apresenta filmes nos quais o transtorno autista aparece como foco principal, inclusive mostrando personagens com alta capacidade para decifrar códigos secretos ou como testemunhas
de homicídios ou outros crimes. Mas, na realidade, fora das telas dos cinemas, ainda é grande o desconhecimento do que é o autismo, como este se caracteriza e apresenta-se e quais as modalidades de tratamento atualmente disponíveis e com bons índices de êxito.

O transtorno e seu histórico

O autismo foi primeiramente descrito pelo médico Leo Kanner em 1943, tendo este autor descrito em seu artigo, datado também deste ano, onze casos de crianças autistas que acompanhou sendo que estas apresentavam características semelhantes entre si. No ano seguinte, Hans Asperger escreveu o artigo intitulado “Psicopatologia autística da infância”, no qual também descreveu casos de crianças com quadro semelhante às de Kanner.

Em 1961, Ferster realizou estudos intentando compreender o autismo e as crianças que apresentavam tal síndrome, numa época em que a maioria dos profissionais considerava que esta era causada por um transtorno emocional subjacente. Ferster sugeriu, então, que o autismo seria resultante de uma interação pais/filhos inadequada e precária, que levaria a uma falha na aprendizagem destas crianças (Loovas e Smith, 2005). Hoje em dia tal teoria não é defendida, porém acabou por lançar as bases da compreensão de que a conduta autista pode ser entendida e tratada através dos princípios de aprendizagem da teoria behaviorista.

Desde então, outros estudos vêm sendo realizados acerca da síndrome autística, porém ainda hoje suas causas são desconhecidas. O transtorno autista é enquadrado na classificação do DSM IV dentro dos transtornos invasivos do desenvolvimento e na CID 10 é classificado como um transtorno global do desenvolvimento. Logo, este transtorno caracteriza-se por um desenvolvimento alterado ou anormal na criança, manifestando-se antes dos 3 anos de idade, sendo este um dos critérios para diagnóstico deste quadro.

Em relação às causas, motivo que gera ansiedade nos pais que recebem o diagnóstico autista de seus filhos, pode-se dizer que a ideia hoje mais aceita é de que é uma síndrome comportamental possivelmente resultante de um quadro orgânico, e com provável origem genética. Além disso, não se pode esquecer que o indivíduo é uma totalidade, e dentro do referencial comportamental, este indivíduo é resultante da interação do biológico com o ambiente, sua história de aprendizagem e desenvolvimento, das contingências a que este indivíduo está exposto na sua história de vida. Logo, não seria apenas o biológico que se manifesta, mas a interação de todo o aparato orgânico/genético com o ambiente que cerca o indivíduo.
Segundo critérios de diagnóstico do DSM IV e da CID 10, o quadro do transtorno autista inclui perturbações características da interação social, da comunicação e do comportamento. As duas primeiras e uma dificuldade no uso da imaginação caracterizam o que Wing e Gould (1979) denominam a tríade constituinte da síndrome autista, devendo estes três aparecerem juntos. Conforme ressalta Mello (2003, p. 12), “a tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar de retardo mental a níveis acima da média”.

Consoante Frith (1991, apud Ballone, 2005), as crianças autistas possuem também dificuldade para se colocarem no lugar do outro, para então compreender o que a outra pessoa pode estar sentindo. Tal comportamento empático faz parte das habilidades sociais que uma pessoa deve possuir para manter adequados níveis de interação interpessoal, o que estando prejudicado, leva a maiores prejuízos de ordem social, como os identificados no autista.

Os critérios de estudo do autismo são bastante diferentes e por isso têm-se encontrado na literatura números díspares em relação à incidência do autismo na população em geral. O que se sabe com certeza é que este número é maior entre meninos do que entre meninas. De forma ampla, pode-se dizer que estes números flutuam de 5 a 15 casos em cada dez mil crianças, sendo que estes números estão em dependência dos diferentes autores dos estudos, já que por vezes o enquadre de uma criança no diagnóstico autista pode assumir caráter subjetivo (Ballone, 2005).

Não obstante todo o rol de desajustes descritos para o diagnóstico de autismo, deve-se levar em conta que as crianças autistas também apresentam diferenças entre si, que podem ser bastante marcadas (Lovaas e Smith, 2005), e que por este motivo o tratamento deve sempre ser avaliado e esquematizado a partir das peculiaridades apresentadas pela criança em questão, enquadrando a técnica ao quadro do paciente e não tentando enquadrar a criança a uma técnica de maneira generalista (Echegaray, García, Bujedo, Domínguez, 2002).


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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Teoria Cognitiva

A Teoria Cognitiva  foi desenvolvida pelo suíço Jean Piaget (1896 – 1980).
Os princípios que foram base para o trabalho de Piaget são conhecidos como o conceito da adaptação biológica, portanto não foram idéias originais. Piaget tomou esse conceito pré – existente e o aplicou sabiamente ao desenvolvimento da inteligência dos indivíduos à medida que amadurecem, da infância até a vida adulta, baseado em sua própria conclusão de que a atividade intelectual não pode ser separada do funcionamento “total” do organismo.

A teoria de Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo classifica o desenvolvimento em quatro etapas, e comprova que os seres humanos passam por uma série de mudanças previsíveis e ordenadas. Ou seja, geralmente todos os indivíduos vivenciam todos os estágios na mesma seqüência, porém o inicio e o termino de cada estágio sofre variações dadas às diferenças individuais de natureza biológica ou do meio ambiente em que o individuo esta inserido.

Importante salientar a definição de aprendizagem  na concepção de Piaget. Ele separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento.

A aprendizagem faz referência a uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma ordenada (sistematizada) ou não. Já o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato. Responsável, portanto pela formação do conhecimento.

Para Piaget, a aprendizagem se dá através dos processos de assimilação, acomodação e os esquemas.

O desenvolvimento passa pelos seguintes estágios de desenvolvimento de acordo com Piaget:

- Sensorial-motor (0 – 2 anos)
Ao nascer, o bebe tem padrões inatos de comportamento, como agarrar, sugar e atividades grosseiras do organismo, segundo Piaget. As modificações e o desenvolvimento do comportamento ocorrem como resultado da interação desses padrões inatos (semelhantes a reflexos) com o meio ambiente. O bebê então começa a construir esquemas para assimilar o ambiente.


Nesse estágio, seu conhecimento é privado e
 não tocado pela experiência de outras pessoas (o mundo é ele).
– Pré-operações (2 – 7 anos)
O período pré – operatório abrange a idade de 2 a 7 anos e é dividido em dois períodos: o da Inteligência Simbólica (dos 2 aos 4 anos) e o período Intuitivo (dos 4 aos 7 anos)


– Operações concretas (7 – 11 anos) 
O individuo consolida as conservações de número, substancia, volume e peso. Desenvolve também noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade. Organiza então o mundo de maneira lógica e operatória. É capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras podendo ser fiel a elas.


– Operações formais (11 – 15 anos)
No período formal as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento, e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. Enfim, é a “abertura para todos os possíveis”.


A contribuição de Jean Piaget é inegável, até para aqueles que consideram a Teoria Cognitiva insuficiente para explicar como o desenvolvimento e a aprendizagem acontecem.



Fonte: Infoescola

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Educação para a Paz

A paz é um processo contínuo e permanente: “Não há caminho para a paz, a paz é o caminho.” (Gandhi)

Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. O conhecimento, é uma forma de compreender a verdade, é um apanhado de elementos limitados pela nossa possibilidade de apreender e assimilar. O aprendizado é uma relação de interdependência entre o sujeito e seu meio. É construído a partir da ação do sujeito sobre o objeto de conhecimento, interagindo com ele, sendo as trocas sociais condições necessárias para o desenvolvimento do pensamento. A aprendizagem acontece através de um processo de interação, dos traçados de significação que possibilitam a declaração de relações com o novo na busca de uma nova harmonia. Busca-se aprender conteúdos, aprofundar julgamentos, metodologias que ajudam o sujeito a desenvolver a habilidade de continuar aprendendo, num procedimento contínuo e simultâneo de questionar-se. No entanto, a educação precisa de diversos olhares para auxiliar a entender e a conceber as relações todo/partes, unindo e interligando os saberes, tendo com pano de fundo a tecelagem formada pela interação e interdependência de seus elementos, transformando-se assim, em um conhecimento pertinente. A construção do conhecimento deve ser capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu conjunto. A idéia deve basear-se em situar as relações mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo. É necessário ensinar princípios de estratégia que permitam encarar o inesperado e o imprevisto, e alterar seu desenvolvimento em benefício das informações contraídas ao longo do tempo. Devemos procurar desenvolver a consciência de que o ser humano é ao mesmo tempo indivíduo, parte da sociedade e parte da espécie (ética do gênero humano). A condição de “ser humano” relaciona-se ao desenvolvimento das autonomias individuais, das participações em sociedade e do sentimento de pertencer à condição humana. Além do mais, devemos como educadores assumir o compromisso de propiciar momentos para a construção da cidadania planetária, baseada na responsabilidade universal, frente à complexidade do mundo contemporâneo, como exigência de articular a heterogeneidade dos contextos, as subjetividades, as identidades e os saberes. A educação do futuro deve ser questionadora, indagando sempre as incertezas ligadas ao conhecimento. Na sociedade contemporânea, onde a competitividade é o ponto forte, temos que buscar a paz entre os cidadãos. A educação para a paz deve ser basicamente uma meta a ser atingida. A paz converte-se num processo contínuo e acessível em que a cooperação, o recíproco entendimento e a confiança em todos os níveis ajustam as bases das relações interpessoais e intergrupais. Na educação para a paz devemos buscar mudar o modo de sentir, que muda o modo de pensar, que muda o modo de falar, que muda o modo de agir. A cultura da paz baseia-se no diálogo, que visa abrir questões, estabelece relações, compartilha idéias, questiona e aprende, compreende, faz emergir idéias, busca a pluralidade de conceitos. Ao incorporarmos a cultura da paz em nosso cotidiano, nos disponibilizamos ao diálogo, a escuta, a tolerância, a generosidade, ao comprometimento, mas, também à consciência do inacabamento, ao reconhecimento de ser condicionado e da dupla existência da verdade. Tendo consciência do processo de inacabamento, constatamos que a educação é uma formação continuada, que dura toda a existência.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação a distância



Os parâmetros de avaliação do ensino presencial e do ensino a distância no Brasil.


Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem onde se utiliza como intermediária a tecnologia e o professor e aluno encontram se separados espacialmente, ou seja, não estão juntos fisicamente, mas estão conectados pela tecnologia, principalmente a internet, mas podendo estar conectados através de rádios, televisores, telefone, fax, cd, DVD e outras tecnologias que se assemelham a estas.

Educação presencial é a utilizada nos cursos regulares onde alunos e professores se encontram no mesmo espaço físico, ou seja, sala de aula.

Educação semipresencial acontece parte em sala de aula e parte a distancia.

Nestes parâmetros podemos fazer uma reflexão que antes para haver a aprendizagem era necessário que o aluno tivesse contato pessoal com o professor mas com os avanças tecnológicos as barreiras físicas foram quebradas e a interação do professor com o aluno passou da limitação de um lugar fixo e tempo determinado para um flexibilidade tanto de lugar com de tempo tudo isso através da informatização e dos meios que dela se utilizam, isso permite que o aluno tenha acesso a recursos que tinha antes mas agora de varias maneiras, e de onde estiver, ele pode estar em casa, no trabalho ou até mesmo em outra cidade e nos horários que achar melhor.

Esta integração dos computadores e da internet mudou todo o conceito de sala de aula, transformou em uma sala virtual com um ambiente imenso e cheio de opções e possibilidades, mas toda esta flexibilidade confronta com a resistência e a inexperiência das instituições de ensino, pois neste caso as estratégias mudam e ainda faltam profissionais qualificados e treinados.

A educação a distancia deixou de ser sinônimo de curso barato e de qualidade duvidosa com o aumento das instituições e também a adesão das maiores instituições educacionais do país a visão em relação da educação a distancia mudou, mas ainda sim existem receios em relação a esta escolha.

Com esta globalização, onde todos têm acesso a tecnologia, o processo educativo tem que acompanhar e se utilizar de varias mídias onde leva a educação de forma massiva, que apesar das grandes exigência do MEC para a implantação dos cursos a distancia, ele esta chegando a todos os lugares até nos menores municípios.

Agora, cabem as instituições de adequarem as exigências e inserirem os seus professores nesse novo mercado que não em fruto de política pública, incorporando o conhecimento tecnológico digital, estimulando a pesquisa como base de construção do mesmo conhecimento, desenvolver a capacidade de criar hipóteses e soluções de problemas, desenvolverem habilidades do trabalho em grupo, é a Sociedade do Conhecimento criando o novo perfil para o educador comprometido, competente, crítico, aberto as mudanças, exigente, mais além de tudo Interativo. Diante de uma reciclagem constante via web, o professor pode reformular e ampliar sempre seus conhecimentos.

domingo, 28 de agosto de 2011

A Educação Física Transpondo as Dificuldades de Aprendizagem na (da) Escola.


ESCOLA, DIFICULDADES E DISTURBIO

A escola não é apenas aquilo que a lei lhe impõe. Ela é muito mais o produto das práticas diárias de seus professores, alunos, funcionários e pais e das relações que estabelece com o todo social. É um ambiente de ações e reações, onde ocorre o saber, o saber-fazer e o ser. É constituída por características políticas, sociais, culturais e críticas. Ela é um sistema vivo, aberto. E como tal, deve ser considerada como em contínuo processo de desenvolvimento influenciando e sendo influenciada pelo ambiente, onde existe um feedback dinâmico e contínuo.
É neste ambiente de produções e produto que se insere o professor, o educador, não como um indivíduo superior, em hierarquia com o educando, como detentor do saber-fazer, mas como um igual, onde o relacionamento ente ambos concretiza o processo de ensinar-aprender. Pensar no educador como um ser humano é levar à sua formação o desafio de resgatar as dimensões cultural, política, social e pedagógica, isto é, resgatar os elementos cruciais para que se possa redimensionar suas ações no/para o mundo.
Sendo assim tem uma função de realizar mediação entre o conhecimento prévio dos alunos e o sistematizado, propiciando formas de acesso ao conhecimento científico. Porém todo aluno tem o seu ritmo na construção do conhecimento e muitas escolas acabam desrespeitando este ritmo, através de grandes exigências. Contudo o desempenho escolar pode ser influenciado tanto por problemas afetivos, psicomotores, cognitivos, como por problemas relacionados à escola.
É muito discutida a questão do papel do professor na educação em relação aos alunos que apresentam "dificuldades de aprendizagem".
Sabemos que os problemas de aprendizagem não podem ser resolvidos apenas com os educadores. A escola é construída com a participação da família e do estado(professores). Quando um desses atores deixa de cumprir o seu papel, compromete o trabalho do outro.
Nas literaturas sobre aprendizagem, muito se tem discutido sobre distúrbios versos dificuldade de aprendizagem, ficando claro que não são sinônimos, apesar da diferença ser muito sutil entre os termos.

Esses distúrbios e dificuldades abrangem vários fatores, uma vez que envolvem a complexidade do ser humano, afetando crianças, adolescentes e adultos.
Acredita-se que podem ser decorrentes de:
Um estresse grande vivido pela criança
Doenças
Falta de alimentação
Falta de estímulos
Baixa auto-estima
Problemas com alcoolismo ou drogas
Problema familiar
Problema escolar
Problemas patológicos
O distúrbio está relacionado a um grupo de dificuldades com maior comprometimento e está vinculado a questões neurológicas e orgânicas. Isso significa que essas dificuldades estão relacionadas na aquisição e no uso da fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem às disfunções no sistema nervoso central.
Os alunos portadores de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados.
Considera-se que um alunos que tenha distúrbio de aprendizagem quando:
a) Não apresenta um desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas;
b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura/compreensão e cálculo/raciocínio matemático.
Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios de aprendizagem. Para que o aluno possa ser incluído neste grupo, ele deverá:
a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas;
b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu potencial e seu desempenho real;
c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, o aluno tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa;
Principais distúrbios de aprendizagem: dislexia, disgrafia, discalculia, dislalia, etc.
Já a dificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao sujeito que aprende, aos conteúdos pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino, ao ambiente físico e social da escola. Ou seja, problemas que não estão apenas no aluno, mas que interferem na sua aprendizagem.
"As dificuldades de aprendizagem não são uma condição ou síndrome simples, nem decorrem apenas de uma única etiologia, trata-se de um conjunto de condições e de problemas heterogêneos e de uma diversidade de sintomas e de atributos que obviamente subentendem diversificadas e diferenciadas respostas clínico-educacionais" (PORTO, 2005, p. 59)
Não podemos também deixar de considerar que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como: alteração sensorial, retardo mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo influências ambientais de qualquer natureza.
Portanto, é imprescindível a observação global de um aluno, para que seja possível levantar hipóteses sobre a origem de sua dificuldade antes de se categorizar como sendo de ordem patológica ou não.
Uma dificuldade não é uma doença e sim um desafio, que propõe à escola rever suas estratégias e ao professor rever suas concepções.
É importante ter conhecimento sobre este assunto, para que seja possível tornar o professor mais consciente do seu papel e da influência de sua concepção e postura frente ao tema. Esclarecê-lo que a dificuldade não é um distúrbio, portanto, pode ser trabalhada em sala de aula, que sua causa e aparecimento não são devidos unicamente ao aluno, à sua família ou de outra ordem, mas sim um conjunto de fatores, incluindo a prática pedagógica, metodologia e a relação professor/aluno. Não estando o problema apenas fora da escola, mas muitas vezes dentro dela.

Por: Vandeilson Cosme Gomes Barbosa

domingo, 13 de março de 2011

Profissão: Psicopedagoga


Psicopedagogia

O que fazer para seguir esta área que estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, um caráter preventivo e terapêutico.

Bacharelado

É a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. O psicopedagogo identifica as dificuldades e os transtornos que impedem o estudante de assimilar o conteúdo ensinado em sala de aula. Para isso, ele faz uso de conhecimentos da pedagogia, da psicanálise, da psicologia e da antropologia. Analisa o comportamento do aluno, observando como ele aprende. Promove intervenções em caso de fracasso ou de evasão escolar. Além de trabalhar em escolas, esse profissional pode atuar em hospitais, auxiliando os pacientes a manter contato com as atividades normais de aprendizado. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório, público ou particular, orientando estudantes e seus familiares.

O mercado de trabalho
As atribuições desse profissional cresceram, e seu espaço no mercado se expandiu, porém as vagas de trabalho ainda se concentram nas capitais e cidades de porte médio do Sul e Sudeste. Hoje, áreas como treinamento, educação continuada e assessoria para a contratação de portadores de deficiência elevaram a demanda pelo psicopedagogo no departamento de Recursos Humanos nas empresas. Além disso, governos estaduais e municipais também o contratam, por meio de concurso público, para trabalhar em escolas e órgãos públicos. As vagas estão espalhadas por todo o país - com destaque para as capitais, cidades maiores e a Região Nordeste -, embora o Sul e o Sudeste ainda sejam os maiores empregadores. "Em São Paulo, já é lei que haja um psicopedagogo prestando atendimento em ensino fundamental e médio. A tendência é que outros estados copiem a iniciativa", diz Márcia Siqueira de Andrade, coordenadora do curso de Psicopedagogia do Unifieo, de Osasco (SP). Mas isso só deve acontecer, segundo a professora, depois que for aprovada a criação de um conselho para regulamentar a profissão. Nas universidades, a atuação do psicopedagogo está atrelada à orientação e ao aconselhamento aos professores e, nas ONGs, cabe a ele fazer o desenvolvimento de projetos educativos. Começa o interesse de asilos e instituições de longa permanência por esse profissional.

Salário inicial: R$ 1.500,00 (40 horas semanais); a partir de R$ 70,00 por sessão; fonte: Associação Brasileira de Psicopedagogia.
O curso
O currículo enfatiza duas áreas: psicopedagogia clínica (em que o profissional atua em clínicas sozinho ou com equipes multidisciplinares) e psicopedagogia institucional (em que o psicopedagogo trabalha em grupo em escolas, ONGs, hospitais e centros comunitários). É um curso marcadamente interdisciplinar, composto de disciplinas teóricas, como psicologia do desenvolvimento humano e da aprendizagem, e práticas, como diagnóstico e intervenção psicopedagógica clínica e institucional. O objetivo da graduação é formar um profissional com olhar dirigido à aprendizagem humana em diferentes contextos. O estágio é obrigatório.

Duração média: quatro anos.
O que você pode fazer
Orientação pedagógica
Dar assistência a professores, orientando-os e ajudando-os a prevenir e a evitar o fracasso e a evasão escolar. Resolver questões ligadas a currículo, métodos de ensino e abordagens pessoais. Desenvolver um plano de trabalho que facilite o aprendizado dos alunos.

Educação continuada
Auxiliar indivíduos que, por problemas de saúde, ficam internados em hospitais e afastados das redes de ensino, mantendo-os informados sobre o conteúdo das aulas e dando-lhes apoio para que permaneçam em contato com a escola e com os professores.

Área clínica
Dar atendimento individual em consultórios públicos ou particulares, identificando sintomas, conflitos e transtornos que levem à dificuldade de aprendizado.

Fonte: www.guiadoestudante.abril.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Psicomotricidade na Educação Física



Quando pensamos em desenvolvimento humano, o que logo vem à cabeça é a educação, mas o que hoje esta em foco em razão de uma sociedade sedentária a Educação física se tornou um fator importante para esse desenvolvimento. Sabemos a importância de se fazer alguma atividade física e evitar o sedentarismo, mas isso deve ser trabalhado na educação infantil, pois é na infância que condiciona o individuo a desenvolver um esporte, transformar um indivíduo como um todo somente será possível se a educação física for trabalhada junto com a educação moral e intelectual.

Hoje em dia a educação física nas escolas não passa de uma aula onde os professores dão uma bola aos alunos para que eles joguem não se preocupando em motivar os alunos, não existindo um planejamento nem um objetivo ou finalidade na aula.

A educação física não é só jogar bola, correr ou brincar, ela é uma maneira de o aluno conhecer sua cultura corporal, transmitindo conhecimento sobre a saúde e esportes do mundo, além de desenvolver o potencial de cada um.


Psicomotricidade

Historicamente, a educação física tem priorizado e enfatizado a dimensão biofisiológica. Entretanto, a partir da metade do século entra em cena a psicomotricidade, de forma muito atuante e com uma visão de ciência e técnica. Novas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, têm sido trazidas por esse outro campo científico. Passa-se a observar a educação física a partir de uma visão mais ampla, em que o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido segundo uma visão mais abrangente, na qual se considera o processo social, histórico e cultural.
Os temas sobre a psicomotricidade eram abordados excepcionalmente em pesquisas teóricas fixadas no desenvolvimento motor da criança. Com o tempo, as pesquisas passaram a abranger a relação entre o atraso no desenvolvimento motor e o intelecto da criança. Seguiram-se outros estudos sobre o desenvolvimento da habilidade manual e da aptidão motora em função da idade. Nos dias atuais, os estudos ultrapassam os problemas motores. Pesquisam-se as ligações com estruturação espacial, orientação temporal, lateralidade, dificuldades escolares enfrentadas por crianças com inteligência normal.
O ser humano é um complexo de emoções e ações, propiciadas por meio do contato corporal nas atividades psicomotoras, que também favorecem o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal, o que facilitará a orientação espacial. A educação física e sua relação com a psicomotricidade estão baseadas nas necessidades das crianças. Com a educação psicomotora, a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

Para Monteiro (2006) a Educação Física escolar nos dias atuais levou-nos a perceber as diversas possibilidades de garantir a formação integral dos alunos por meio do movimento humano.
No entanto, a busca por ferramentas de auxilio na aprendizagem escolar tem se tornado uma constante multidisciplinar, na qual a Educação Física e o conhecimento da psicomotricidade nas aulas abrangem a relação desenvolvimento motor e intelectual da criança. Compreendendo que os estudos atuais ultrapassam os problemas motores, pesquisam-se as ligações com as áreas psicomotoras: Coordenação Motora Fina e Global, Estruturação Espacial, Orientação Temporal, Lateralidade, Estruturação Corporal e as relações com a aprendizagem no contexto escolar.
Segundo Barreto (2000) o desenvolvimento psicomotor é importante na prevenção de problemas de aprendizagem.
Portanto, a psicomotricidade nas aulas de Educação Física pode auxiliar na aprendizagem escolar, contribuindo para um fenômeno cultural que consiste de ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer comportamentos e transformações.
É, sobretudo, visando à possibilidade de compreensão da importância de se inserir conhecimentos da psicomotricidade nas aulas de Educação Física com o intuito de auxiliar na aprendizagem global dos alunos. E qual a contribuição que a Educação Física proporciona a criança com queixa de dificuldade de aprendizagem no Ensino Fundamental II.
Propõem-se questões relacionadas à aprendizagem, a Educação Física e a psicomotricidade pela incessante procura por ferramentas que auxiliem na intervenção de crianças que apresentam queixas de dificuldades na aprendizagem e a possibilidade de se encontrar nas aulas de Educação Física esse auxilio por meio das práticas psicomotoras.

Fonte:

MONTEIRO, Vanessa Ascenção (2006). Disponível: http://www.efdeportes.com/efd114/a-psicomotricidade-nas-aulas-de-educacao-fisica-escolar.htm, (15 de julho de 2009)

BARRETO, Sidirley de Jesús. Psicomotricidade, educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Livraria Acadêmica, 2000.