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terça-feira, 15 de março de 2016

DESENVOLVENDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NAS CRIANÇAS

Cinco pontos para desenvolve-las.

A atividade de desenvolver a inteligência emocional nas crianças também é uma das funções do pais que podem ensinar aos filhos como canalizar suas emoções. Desde de cedo aprender a controlar as emoções e desenvolver a empatia é muito importante para a formação da criança.
É preciso acreditar que a uma criança emocionalmente saudável não é aquela que nunca chora ou fica irritada ou frustrada, mas sim aquela se compreende essas emoções.
Reconhecer os próprios sentimentos e compreender os dos outros é o primeiro passo para saber lidar com eles, ou seja, ter a inteligência emocional. Ter inteligência emocional é tão importante quanto o quociente da inteligência, porque ela dará serenidade e percepção necessárias para as funções cognitivas, por exemplo não adianta ser uma criança genial se ela não souber lidar com as críticas.
Para compreender melhor como desenvolver essa inteligência nas crianças, Marcelo Mendes Psicólogo da PUC- Campinas apresenta cinco pontos chave:

Vínculos afetivos e efetivos

Criar laços familiares é uma função continua que precisa de manutenção, ou seja, estar sempre ao lado e acompanhar. É preciso valorizar os momentos de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angustias. Essas ações trazem segurança e faz com que a criança saiba que pode contar com os pais.

Autoestima

Permitir que a criança se sinta segura, que saiba arriscar e confia no próprio potencial é uma maneira de desenvolver a autoestima, elogiar o tempo todo não adianta muito, o elogio só e valido quando é pertinente. É preciso elogiar a capacidade, o esforço por Isso dizer que frases como “Parabéns, você conseguiu terminar a lição” são muito melhores do que “Como você é bom em matemática! ”

Resiliência

Desenvolver a capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Aprender resiliência e ótimos no dia-a-dia protege as crianças contra depressão e traz motivação na realização das atividades, diz estudos da Universidade da Pensilvânia
Exercitar essa habilidade depende da interação com o outro, quando as crianças entendem que nem sempre tudo vai acontecer como deseja e que às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar é uma maneira de desenvolver a resiliência nas crianças.

Frustrações


Passar por uma frustração da na criança um choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo pode causar sofrimento e choro, mas servem como ensaios para as situações futuras.
Ao dizer não para a criança é preciso fazer com que ela entenda o porquê. Para assim aprender a ter uma consciência crítica e a proibição trará um aprendizado. Se a criança fizer birra, oferecer apoio e afeto é o melhor caminho, dizer para ela os motivos pelos quais está chorando é importante para que ela entenda que isso está acontecendo porque está com raiva, decepcionado ou irritada, mas que tem que aprender a lidar com estes sentimentos.

Brincar

As angústias ou receio que incomoda a criança e ela não sabe expressar pode ser manifestado espontaneamente através das brincadeiras.
Através da diversão e principalmente em grupos, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento diz, que “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”


As emoções vão se desenvolvendo ao longo de todo a vida, mas quanto antes começarmos será melhor. 

Fontes de pesquisa: 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Autismo e possibilidades de intervenção comportamental

O cinema americano há tempos apresenta filmes nos quais o transtorno autista aparece como foco principal, inclusive mostrando personagens com alta capacidade para decifrar códigos secretos ou como testemunhas
de homicídios ou outros crimes. Mas, na realidade, fora das telas dos cinemas, ainda é grande o desconhecimento do que é o autismo, como este se caracteriza e apresenta-se e quais as modalidades de tratamento atualmente disponíveis e com bons índices de êxito.

O transtorno e seu histórico

O autismo foi primeiramente descrito pelo médico Leo Kanner em 1943, tendo este autor descrito em seu artigo, datado também deste ano, onze casos de crianças autistas que acompanhou sendo que estas apresentavam características semelhantes entre si. No ano seguinte, Hans Asperger escreveu o artigo intitulado “Psicopatologia autística da infância”, no qual também descreveu casos de crianças com quadro semelhante às de Kanner.

Em 1961, Ferster realizou estudos intentando compreender o autismo e as crianças que apresentavam tal síndrome, numa época em que a maioria dos profissionais considerava que esta era causada por um transtorno emocional subjacente. Ferster sugeriu, então, que o autismo seria resultante de uma interação pais/filhos inadequada e precária, que levaria a uma falha na aprendizagem destas crianças (Loovas e Smith, 2005). Hoje em dia tal teoria não é defendida, porém acabou por lançar as bases da compreensão de que a conduta autista pode ser entendida e tratada através dos princípios de aprendizagem da teoria behaviorista.

Desde então, outros estudos vêm sendo realizados acerca da síndrome autística, porém ainda hoje suas causas são desconhecidas. O transtorno autista é enquadrado na classificação do DSM IV dentro dos transtornos invasivos do desenvolvimento e na CID 10 é classificado como um transtorno global do desenvolvimento. Logo, este transtorno caracteriza-se por um desenvolvimento alterado ou anormal na criança, manifestando-se antes dos 3 anos de idade, sendo este um dos critérios para diagnóstico deste quadro.

Em relação às causas, motivo que gera ansiedade nos pais que recebem o diagnóstico autista de seus filhos, pode-se dizer que a ideia hoje mais aceita é de que é uma síndrome comportamental possivelmente resultante de um quadro orgânico, e com provável origem genética. Além disso, não se pode esquecer que o indivíduo é uma totalidade, e dentro do referencial comportamental, este indivíduo é resultante da interação do biológico com o ambiente, sua história de aprendizagem e desenvolvimento, das contingências a que este indivíduo está exposto na sua história de vida. Logo, não seria apenas o biológico que se manifesta, mas a interação de todo o aparato orgânico/genético com o ambiente que cerca o indivíduo.
Segundo critérios de diagnóstico do DSM IV e da CID 10, o quadro do transtorno autista inclui perturbações características da interação social, da comunicação e do comportamento. As duas primeiras e uma dificuldade no uso da imaginação caracterizam o que Wing e Gould (1979) denominam a tríade constituinte da síndrome autista, devendo estes três aparecerem juntos. Conforme ressalta Mello (2003, p. 12), “a tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar de retardo mental a níveis acima da média”.

Consoante Frith (1991, apud Ballone, 2005), as crianças autistas possuem também dificuldade para se colocarem no lugar do outro, para então compreender o que a outra pessoa pode estar sentindo. Tal comportamento empático faz parte das habilidades sociais que uma pessoa deve possuir para manter adequados níveis de interação interpessoal, o que estando prejudicado, leva a maiores prejuízos de ordem social, como os identificados no autista.

Os critérios de estudo do autismo são bastante diferentes e por isso têm-se encontrado na literatura números díspares em relação à incidência do autismo na população em geral. O que se sabe com certeza é que este número é maior entre meninos do que entre meninas. De forma ampla, pode-se dizer que estes números flutuam de 5 a 15 casos em cada dez mil crianças, sendo que estes números estão em dependência dos diferentes autores dos estudos, já que por vezes o enquadre de uma criança no diagnóstico autista pode assumir caráter subjetivo (Ballone, 2005).

Não obstante todo o rol de desajustes descritos para o diagnóstico de autismo, deve-se levar em conta que as crianças autistas também apresentam diferenças entre si, que podem ser bastante marcadas (Lovaas e Smith, 2005), e que por este motivo o tratamento deve sempre ser avaliado e esquematizado a partir das peculiaridades apresentadas pela criança em questão, enquadrando a técnica ao quadro do paciente e não tentando enquadrar a criança a uma técnica de maneira generalista (Echegaray, García, Bujedo, Domínguez, 2002).


Saiba mais em: Cedap Brasil

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Teoria Cognitiva

Teoria Cognitiva  foi desenvolvida pelo suíço Jean Piaget (1896 – 1980).
Os princípios que foram base para o trabalho de Piaget são conhecidos como o conceito da adaptação biológica, portanto não foram idéias originais. Piaget tomou esse conceito pré – existente e o aplicou sabiamente ao desenvolvimento da inteligência dos indivíduos à medida que amadurecem, da infância até a vida adulta, baseado em sua própria conclusão de que a atividade intelectual não pode ser separada do funcionamento “total” do organismo.

A teoria de Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo classifica o desenvolvimento em quatro etapas, e comprova que os seres humanos passam por uma série de mudanças previsíveis e ordenadas. Ou seja, geralmente todos os indivíduos vivenciam todos os estágios na mesma seqüência, porém o inicio e o termino de cada estágio sofre variações dadas às diferenças individuais de natureza biológica ou do meio ambiente em que o individuo esta inserido.

Importante salientar a definição de aprendizagem  na concepção de Piaget. Ele separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento.

A aprendizagem faz referência a uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma ordenada (sistematizada) ou não. Já o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato. Responsável, portanto pela formação do conhecimento.

Para Piaget, a aprendizagem se dá através dos processos de assimilação, acomodação e os esquemas.

O desenvolvimento passa pelos seguintes estágios de desenvolvimento de acordo com Piaget:

- Sensorial-motor (0 – 2 anos)
Ao nascer, o bebe tem padrões inatos de comportamento, como agarrar, sugar e atividades grosseiras do organismo, segundo Piaget. As modificações e o desenvolvimento do comportamento ocorrem como resultado da interação desses padrões inatos (semelhantes a reflexos) com o meio ambiente. O bebê então começa a construir esquemas para assimilar o ambiente.


Nesse estágio, seu conhecimento é privado e
 não tocado pela experiência de outras pessoas (o mundo é ele).
– Pré-operações (2 – 7 anos)
O período pré – operatório abrange a idade de 2 a 7 anos e é dividido em dois períodos: o da Inteligência Simbólica (dos 2 aos 4 anos) e o período Intuitivo (dos 4 aos 7 anos)


– Operações concretas (7 – 11 anos) 
O individuo consolida as conservações de número, substancia, volume e peso. Desenvolve também noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade. Organiza então o mundo de maneira lógica e operatória. É capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras podendo ser fiel a elas.


– Operações formais (11 – 15 anos)
No período formal as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento, e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. Enfim, é a “abertura para todos os possíveis”.


A contribuição de Jean Piaget é inegável, até para aqueles que consideram a Teoria Cognitiva insuficiente para explicar como o desenvolvimento e a aprendizagem acontecem.



Fonte: Infoescola

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação a distância



Os parâmetros de avaliação do ensino presencial e do ensino a distância no Brasil.


Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem onde se utiliza como intermediária a tecnologia e o professor e aluno encontram se separados espacialmente, ou seja, não estão juntos fisicamente, mas estão conectados pela tecnologia, principalmente a internet, mas podendo estar conectados através de rádios, televisores, telefone, fax, cd, DVD e outras tecnologias que se assemelham a estas.

Educação presencial é a utilizada nos cursos regulares onde alunos e professores se encontram no mesmo espaço físico, ou seja, sala de aula.

Educação semipresencial acontece parte em sala de aula e parte a distancia.

Nestes parâmetros podemos fazer uma reflexão que antes para haver a aprendizagem era necessário que o aluno tivesse contato pessoal com o professor mas com os avanças tecnológicos as barreiras físicas foram quebradas e a interação do professor com o aluno passou da limitação de um lugar fixo e tempo determinado para um flexibilidade tanto de lugar com de tempo tudo isso através da informatização e dos meios que dela se utilizam, isso permite que o aluno tenha acesso a recursos que tinha antes mas agora de varias maneiras, e de onde estiver, ele pode estar em casa, no trabalho ou até mesmo em outra cidade e nos horários que achar melhor.

Esta integração dos computadores e da internet mudou todo o conceito de sala de aula, transformou em uma sala virtual com um ambiente imenso e cheio de opções e possibilidades, mas toda esta flexibilidade confronta com a resistência e a inexperiência das instituições de ensino, pois neste caso as estratégias mudam e ainda faltam profissionais qualificados e treinados.

A educação a distancia deixou de ser sinônimo de curso barato e de qualidade duvidosa com o aumento das instituições e também a adesão das maiores instituições educacionais do país a visão em relação da educação a distancia mudou, mas ainda sim existem receios em relação a esta escolha.

Com esta globalização, onde todos têm acesso a tecnologia, o processo educativo tem que acompanhar e se utilizar de varias mídias onde leva a educação de forma massiva, que apesar das grandes exigência do MEC para a implantação dos cursos a distancia, ele esta chegando a todos os lugares até nos menores municípios.

Agora, cabem as instituições de adequarem as exigências e inserirem os seus professores nesse novo mercado que não em fruto de política pública, incorporando o conhecimento tecnológico digital, estimulando a pesquisa como base de construção do mesmo conhecimento, desenvolver a capacidade de criar hipóteses e soluções de problemas, desenvolverem habilidades do trabalho em grupo, é a Sociedade do Conhecimento criando o novo perfil para o educador comprometido, competente, crítico, aberto as mudanças, exigente, mais além de tudo Interativo. Diante de uma reciclagem constante via web, o professor pode reformular e ampliar sempre seus conhecimentos.

domingo, 28 de agosto de 2011

A Educação Física Transpondo as Dificuldades de Aprendizagem na (da) Escola.


ESCOLA, DIFICULDADES E DISTURBIO

A escola não é apenas aquilo que a lei lhe impõe. Ela é muito mais o produto das práticas diárias de seus professores, alunos, funcionários e pais e das relações que estabelece com o todo social. É um ambiente de ações e reações, onde ocorre o saber, o saber-fazer e o ser. É constituída por características políticas, sociais, culturais e críticas. Ela é um sistema vivo, aberto. E como tal, deve ser considerada como em contínuo processo de desenvolvimento influenciando e sendo influenciada pelo ambiente, onde existe um feedback dinâmico e contínuo.
É neste ambiente de produções e produto que se insere o professor, o educador, não como um indivíduo superior, em hierarquia com o educando, como detentor do saber-fazer, mas como um igual, onde o relacionamento ente ambos concretiza o processo de ensinar-aprender. Pensar no educador como um ser humano é levar à sua formação o desafio de resgatar as dimensões cultural, política, social e pedagógica, isto é, resgatar os elementos cruciais para que se possa redimensionar suas ações no/para o mundo.
Sendo assim tem uma função de realizar mediação entre o conhecimento prévio dos alunos e o sistematizado, propiciando formas de acesso ao conhecimento científico. Porém todo aluno tem o seu ritmo na construção do conhecimento e muitas escolas acabam desrespeitando este ritmo, através de grandes exigências. Contudo o desempenho escolar pode ser influenciado tanto por problemas afetivos, psicomotores, cognitivos, como por problemas relacionados à escola.
É muito discutida a questão do papel do professor na educação em relação aos alunos que apresentam "dificuldades de aprendizagem".
Sabemos que os problemas de aprendizagem não podem ser resolvidos apenas com os educadores. A escola é construída com a participação da família e do estado(professores). Quando um desses atores deixa de cumprir o seu papel, compromete o trabalho do outro.
Nas literaturas sobre aprendizagem, muito se tem discutido sobre distúrbios versos dificuldade de aprendizagem, ficando claro que não são sinônimos, apesar da diferença ser muito sutil entre os termos.

Esses distúrbios e dificuldades abrangem vários fatores, uma vez que envolvem a complexidade do ser humano, afetando crianças, adolescentes e adultos.
Acredita-se que podem ser decorrentes de:
Um estresse grande vivido pela criança
Doenças
Falta de alimentação
Falta de estímulos
Baixa auto-estima
Problemas com alcoolismo ou drogas
Problema familiar
Problema escolar
Problemas patológicos
O distúrbio está relacionado a um grupo de dificuldades com maior comprometimento e está vinculado a questões neurológicas e orgânicas. Isso significa que essas dificuldades estão relacionadas na aquisição e no uso da fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem às disfunções no sistema nervoso central.
Os alunos portadores de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados.
Considera-se que um alunos que tenha distúrbio de aprendizagem quando:
a) Não apresenta um desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas;
b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura/compreensão e cálculo/raciocínio matemático.
Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios de aprendizagem. Para que o aluno possa ser incluído neste grupo, ele deverá:
a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas;
b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu potencial e seu desempenho real;
c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, o aluno tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa;
Principais distúrbios de aprendizagem: dislexia, disgrafia, discalculia, dislalia, etc.
Já a dificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao sujeito que aprende, aos conteúdos pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino, ao ambiente físico e social da escola. Ou seja, problemas que não estão apenas no aluno, mas que interferem na sua aprendizagem.
"As dificuldades de aprendizagem não são uma condição ou síndrome simples, nem decorrem apenas de uma única etiologia, trata-se de um conjunto de condições e de problemas heterogêneos e de uma diversidade de sintomas e de atributos que obviamente subentendem diversificadas e diferenciadas respostas clínico-educacionais" (PORTO, 2005, p. 59)
Não podemos também deixar de considerar que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como: alteração sensorial, retardo mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo influências ambientais de qualquer natureza.
Portanto, é imprescindível a observação global de um aluno, para que seja possível levantar hipóteses sobre a origem de sua dificuldade antes de se categorizar como sendo de ordem patológica ou não.
Uma dificuldade não é uma doença e sim um desafio, que propõe à escola rever suas estratégias e ao professor rever suas concepções.
É importante ter conhecimento sobre este assunto, para que seja possível tornar o professor mais consciente do seu papel e da influência de sua concepção e postura frente ao tema. Esclarecê-lo que a dificuldade não é um distúrbio, portanto, pode ser trabalhada em sala de aula, que sua causa e aparecimento não são devidos unicamente ao aluno, à sua família ou de outra ordem, mas sim um conjunto de fatores, incluindo a prática pedagógica, metodologia e a relação professor/aluno. Não estando o problema apenas fora da escola, mas muitas vezes dentro dela.

Por: Vandeilson Cosme Gomes Barbosa

domingo, 13 de março de 2011

Profissão: Psicopedagoga


Psicopedagogia

O que fazer para seguir esta área que estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, um caráter preventivo e terapêutico.

Bacharelado

É a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. O psicopedagogo identifica as dificuldades e os transtornos que impedem o estudante de assimilar o conteúdo ensinado em sala de aula. Para isso, ele faz uso de conhecimentos da pedagogia, da psicanálise, da psicologia e da antropologia. Analisa o comportamento do aluno, observando como ele aprende. Promove intervenções em caso de fracasso ou de evasão escolar. Além de trabalhar em escolas, esse profissional pode atuar em hospitais, auxiliando os pacientes a manter contato com as atividades normais de aprendizado. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório, público ou particular, orientando estudantes e seus familiares.

O mercado de trabalho
As atribuições desse profissional cresceram, e seu espaço no mercado se expandiu, porém as vagas de trabalho ainda se concentram nas capitais e cidades de porte médio do Sul e Sudeste. Hoje, áreas como treinamento, educação continuada e assessoria para a contratação de portadores de deficiência elevaram a demanda pelo psicopedagogo no departamento de Recursos Humanos nas empresas. Além disso, governos estaduais e municipais também o contratam, por meio de concurso público, para trabalhar em escolas e órgãos públicos. As vagas estão espalhadas por todo o país - com destaque para as capitais, cidades maiores e a Região Nordeste -, embora o Sul e o Sudeste ainda sejam os maiores empregadores. "Em São Paulo, já é lei que haja um psicopedagogo prestando atendimento em ensino fundamental e médio. A tendência é que outros estados copiem a iniciativa", diz Márcia Siqueira de Andrade, coordenadora do curso de Psicopedagogia do Unifieo, de Osasco (SP). Mas isso só deve acontecer, segundo a professora, depois que for aprovada a criação de um conselho para regulamentar a profissão. Nas universidades, a atuação do psicopedagogo está atrelada à orientação e ao aconselhamento aos professores e, nas ONGs, cabe a ele fazer o desenvolvimento de projetos educativos. Começa o interesse de asilos e instituições de longa permanência por esse profissional.

Salário inicial: R$ 1.500,00 (40 horas semanais); a partir de R$ 70,00 por sessão; fonte: Associação Brasileira de Psicopedagogia.
O curso
O currículo enfatiza duas áreas: psicopedagogia clínica (em que o profissional atua em clínicas sozinho ou com equipes multidisciplinares) e psicopedagogia institucional (em que o psicopedagogo trabalha em grupo em escolas, ONGs, hospitais e centros comunitários). É um curso marcadamente interdisciplinar, composto de disciplinas teóricas, como psicologia do desenvolvimento humano e da aprendizagem, e práticas, como diagnóstico e intervenção psicopedagógica clínica e institucional. O objetivo da graduação é formar um profissional com olhar dirigido à aprendizagem humana em diferentes contextos. O estágio é obrigatório.

Duração média: quatro anos.
O que você pode fazer
Orientação pedagógica
Dar assistência a professores, orientando-os e ajudando-os a prevenir e a evitar o fracasso e a evasão escolar. Resolver questões ligadas a currículo, métodos de ensino e abordagens pessoais. Desenvolver um plano de trabalho que facilite o aprendizado dos alunos.

Educação continuada
Auxiliar indivíduos que, por problemas de saúde, ficam internados em hospitais e afastados das redes de ensino, mantendo-os informados sobre o conteúdo das aulas e dando-lhes apoio para que permaneçam em contato com a escola e com os professores.

Área clínica
Dar atendimento individual em consultórios públicos ou particulares, identificando sintomas, conflitos e transtornos que levem à dificuldade de aprendizado.

Fonte: www.guiadoestudante.abril.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Psicomotricidade na Educação Física



Quando pensamos em desenvolvimento humano, o que logo vem à cabeça é a educação, mas o que hoje esta em foco em razão de uma sociedade sedentária a Educação física se tornou um fator importante para esse desenvolvimento. Sabemos a importância de se fazer alguma atividade física e evitar o sedentarismo, mas isso deve ser trabalhado na educação infantil, pois é na infância que condiciona o individuo a desenvolver um esporte, transformar um indivíduo como um todo somente será possível se a educação física for trabalhada junto com a educação moral e intelectual.

Hoje em dia a educação física nas escolas não passa de uma aula onde os professores dão uma bola aos alunos para que eles joguem não se preocupando em motivar os alunos, não existindo um planejamento nem um objetivo ou finalidade na aula.

A educação física não é só jogar bola, correr ou brincar, ela é uma maneira de o aluno conhecer sua cultura corporal, transmitindo conhecimento sobre a saúde e esportes do mundo, além de desenvolver o potencial de cada um.


Psicomotricidade

Historicamente, a educação física tem priorizado e enfatizado a dimensão biofisiológica. Entretanto, a partir da metade do século entra em cena a psicomotricidade, de forma muito atuante e com uma visão de ciência e técnica. Novas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, têm sido trazidas por esse outro campo científico. Passa-se a observar a educação física a partir de uma visão mais ampla, em que o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido segundo uma visão mais abrangente, na qual se considera o processo social, histórico e cultural.
Os temas sobre a psicomotricidade eram abordados excepcionalmente em pesquisas teóricas fixadas no desenvolvimento motor da criança. Com o tempo, as pesquisas passaram a abranger a relação entre o atraso no desenvolvimento motor e o intelecto da criança. Seguiram-se outros estudos sobre o desenvolvimento da habilidade manual e da aptidão motora em função da idade. Nos dias atuais, os estudos ultrapassam os problemas motores. Pesquisam-se as ligações com estruturação espacial, orientação temporal, lateralidade, dificuldades escolares enfrentadas por crianças com inteligência normal.
O ser humano é um complexo de emoções e ações, propiciadas por meio do contato corporal nas atividades psicomotoras, que também favorecem o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal, o que facilitará a orientação espacial. A educação física e sua relação com a psicomotricidade estão baseadas nas necessidades das crianças. Com a educação psicomotora, a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

Para Monteiro (2006) a Educação Física escolar nos dias atuais levou-nos a perceber as diversas possibilidades de garantir a formação integral dos alunos por meio do movimento humano.
No entanto, a busca por ferramentas de auxilio na aprendizagem escolar tem se tornado uma constante multidisciplinar, na qual a Educação Física e o conhecimento da psicomotricidade nas aulas abrangem a relação desenvolvimento motor e intelectual da criança. Compreendendo que os estudos atuais ultrapassam os problemas motores, pesquisam-se as ligações com as áreas psicomotoras: Coordenação Motora Fina e Global, Estruturação Espacial, Orientação Temporal, Lateralidade, Estruturação Corporal e as relações com a aprendizagem no contexto escolar.
Segundo Barreto (2000) o desenvolvimento psicomotor é importante na prevenção de problemas de aprendizagem.
Portanto, a psicomotricidade nas aulas de Educação Física pode auxiliar na aprendizagem escolar, contribuindo para um fenômeno cultural que consiste de ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer comportamentos e transformações.
É, sobretudo, visando à possibilidade de compreensão da importância de se inserir conhecimentos da psicomotricidade nas aulas de Educação Física com o intuito de auxiliar na aprendizagem global dos alunos. E qual a contribuição que a Educação Física proporciona a criança com queixa de dificuldade de aprendizagem no Ensino Fundamental II.
Propõem-se questões relacionadas à aprendizagem, a Educação Física e a psicomotricidade pela incessante procura por ferramentas que auxiliem na intervenção de crianças que apresentam queixas de dificuldades na aprendizagem e a possibilidade de se encontrar nas aulas de Educação Física esse auxilio por meio das práticas psicomotoras.

Fonte:

MONTEIRO, Vanessa Ascenção (2006). Disponível: http://www.efdeportes.com/efd114/a-psicomotricidade-nas-aulas-de-educacao-fisica-escolar.htm, (15 de julho de 2009)

BARRETO, Sidirley de Jesús. Psicomotricidade, educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Livraria Acadêmica, 2000.

Como orientar os alunos com dificuldades na leitura


As diversas dificuldades na prática da leitura.

A dificuldade em realizar a leitura é tida como um dos maiores obstáculos enfrentados pelos alunos. Preocupados com essa questão, vários educadores estão em busca de o melhor caminho a seguir, contribuindo para um melhor desenvolvimento da leitura.

Segundo pesquisas, as escolas estaduais apresentam maior índice em relação à dificuldade com a leitura, porém, vale ressaltar que acontece em todas as instituições de ensino independente do segmento (público ou particular).

É de suma importância para lidar com esta situação, enquanto educadores, ter a consciência de que as dificuldades apresentadas na leitura estão intensamente ligadas ao desenvolvimento das habilidades na escrita provenientes de alterações ou erros de sintaxe, estruturação, organização de parágrafos, pontuação, bem como todos os elementos necessários para a composição do texto.

Partindo desse pressuposto, segue algumas sugestões de estratégias a serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no processo de leitura que os alunos apresentam em sala de aula:

• Procure fazer um momento de divisão para leitura, sendo que durante a aula metade do tempo seja dedicado à leitura prazerosa, onde cada um lê o que é de seu interesse, e a outra parte seja voltada para a prática da leitura voltada para o desenvolvimento de conteúdos;

• A escola pode promover campanhas de incentivo à leitura, estimulando os alunos a lerem. Por exemplo: gibis como forma de leitura e entretenimento;


• Trabalhar na análise e decomposição de frases escolhendo palavras segmentando-as em sílabas e fonemas, intervindo na memória, passando de memorização à memória de longo prazo. Vale ressaltar que não deve ser realizada de forma mecânica ou descontextualizada, por exemplo, f e v são vagos quando isolados, mas quando proposto em palavras (faca ou vaca) já permitem um maior entendimento, o que facilita a aprendizagem;

Segundo Duke e Pearson (2002) existem seis tipos de estratégias de leitura consideradas relevantes, baseadas em pesquisas tidas como auxiliares no processo de leitura. São as seguintes:

• Predição: trata-se de antecipar, prever fatos ou conteúdos do texto, utilizando o conhecimento existente para facilitar a compreensão.

• Pensar em voz alta: o leitor verbaliza seu pensamento enquanto lê.

• Estrutura do texto: analisar a estrutura do texto, auxiliando os alunos a aprenderem a usar as características dos textos, como cenário, problema, meta, ação, resultados, resolução e tema, como um procedimento auxiliar para compreensão e recordação do conteúdo lido.

• Representação visual do texto: auxilia leitores a entenderem, organizarem e lembrarem algumas das muitas palavras lidas quando formam uma imagem mental do conteúdo.

• Resumo: tal atividade facilita a compreensão global do texto, pois implica na seleção e destaque das informações mais relevantes contidas no texto.

• Questionamento: auxilia no entendimento do conteúdo da leitura, uma vez que permite ao leitor refletir sobre o mesmo. Pesquisas indicam também que a compreensão global da leitura é melhor quando alunos aprendem a elaborar questões sobre o texto.

Vale ressaltar que, tanto no desenvolvimento da leitura quanto da escrita, pais e professores são mediadores indispensáveis no processo de aprendizagem, prevenindo e intermediando através da correção quando necessária e com cautela.

Fonte: www.educador.brasilescola.com

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As Artes Marciais na educação e formação da criança



No mundo de hoje, os valores como disciplina, respeito e companheirismo são muitas vezes deixados de lado. Pai e mãe frequentemente trabalham e, às vezes, não têm condições de ajudar a construir estes valores na criança, por não estarem sempre em contato com os filhos que, normalmente, passam seus dias em frente de uma televisão e/ou em contato com companhias inadequadas. Além disso, as escolas, em geral, dão prioridade ao aspecto intelectual, dando menos ênfase aos fundamentos da educação moral, cujos ensinamentos estão voltados para o comportamento disciplinar e social.

A prática de Artes Marciais sob orientação de instrutores qualificados trará benefícios inestimáveis para a criança, pois se ela for bem orientada e motivada, será um grande passo para se evitar o aparecimento de certos vícios (como o uso de drogas, por exemplo), nocivos à saúde.

Nesse sentido, podemos dizer que a prática correta das Artes Marciais auxilia enormemente na educação, formação e desenvolvimento da criança. Ela aprende a respeitar, prestar atenção e a se relacionar com os outros. Com relação ao aspecto físico, ela estará sempre se exercitando, o que proporciona um melhor desenvolvimento corporal, contribuindo para uma vida saudável em todos os aspectos.

OBJETIVOS

1. Conhecer-se a si próprio e às suas reações, especialmente em situações limite;
2. Adquirir hábitos de disciplina;
3. Abandonar o egoísmo e o individualismo;
4. Desenvolver um espírito e uma atitude de confiança;
5. Aprender a trabalhar em grupo (desenvolver o Espírito de Grupo);
6. Ajudar a encontrar a Harmonia na vida: com a natureza e as coisas, com as pessoas e conosco mesmo.

Tem como objetivo evidenciar superioridade nas artes da guerra.
Tem como finalidade desenvolver um corpo forte, solidificando uma mente íntegra e um espírito verdadeiro.

Os seus praticantes adquiram autoconfiança e é incutido neles para que permaneçam sempre ao lado da justiça, além de proporcionar a virtude de unir todos numa fraternidade comum, independentemente da religião, raça, nação ou barreiras ideológicas, tudo isto através da sua prática.

Em suma, proporcionar à comunidade uma modalidade para a qual contribui uma formação de Defesa Pessoal, proporcionando um maior auto estima e uma maior autoconfiança aos seus praticantes.


Judô, karatê, capoeira, entre outras são as chamadas artes marciais, ou, explicando melhor, são estilos diferenciados de luta ou treinamento que não usam nenhum tipo de armas modernas, como as de fogo.

Existem centenas de estilos diferentes de artes marciais e cada uma desenvolve técnicas de luta e métodos de treinamento que garantem a eficiência do estilo.
Mas no mundo das artes marciais não há somente o objetivo da luta, pois em cada estilo há uma filosofia que é transmitida aos praticantes. Essa filosofia pode ser entendida através de suas origens: a maioria das artes marciais orientais surgiu em templos, principalmente budistas, assim, a predominância de uma filosofia no sistema de lutas fica bem clara. Essa filosofia é baseada no desenvolvimento total do ser, ou seja: corpo mente e espírito. Assim, a prática de qualquer estilo exige concentração e disciplina para ter bons resultados.

Especialistas no assunto deixam claro que a prática de qualquer estilo de arte marcial sem compreender sua filosofia pode levar o praticante a agir por impulso, de forma imatura e realizar a luta com fins destrutivos e prejudiciais.

Fonte:www.escolananshu.org - Escrito por Pedro Monteiro e www.smartkids.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Jerome Seymour Bruner e os três níveis de Representação Cognitiva


Bruner em suas pesquisar tentou comprovar com uma criança reage em diferentes estagio de sua vida e como ela representa o mundo que ela interage. Provou também o papel da linguagem no aprendizado e na interação com o meio cultural. Para ele a representação cognitiva é dividida em três níveis, Representação Enativa, Representação Icônica e Representação Simbólica.


1 - Representação Enativa
Significa a repetição dos movimentos com o objetivo de memorização, os gestos e as ações através do movimento são muito eficazes para recordar acontecimentos, para as crianças a ação é a melhor forma de comunicação, elas preferem mostrar como se faz a dizer como fazer. No aprendizado funciona da mesma maneira para uma criança compreender melhor uma historia, por exemplo, é melhor que lhe mostrem uma dramatização do que lhe contar ou ler essa mesma história, pois seu interesse é com a ação e seu objetivo é estabelecer através do movimento a comunicação com o mundo

2 - Representação Icônica
Neste nível a criança esta em um estagio operacional neste estagio ela já esta na escola e sua capacidade de reprodução de imagens já esta desenvolvida ela pode desenhar sem ter que mostrar antes, ela já consegue demonstrar um objeto através do desenho. Tem uma fixação de imagens e memória visual concreta e bem definida

3 - Representação Simbólica:
Fase onde a criança começa a representar a realidade através símbolos e abstrata. Nesta etapa consegue utilizar os símbolos com uma certa ordem, consegue ver a realidade de uma forma correta e passar essa informação mas também pode transformar essa realidade através de uma elaboração de uma nova realidade traduzindo suas experiências de uma forma coerente.

Por Sueli Lopes Martins

Piaget e a Epistemologia Genética


A epistemologia Genética foi desenvolvida por Jean Piaget, com base nas teorias do apriorismo e o empirismo, que significa o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos. Para Piaget a inteligência é adaptada pelo organismo a uma nova situação, a inteligência do individuo se desenvolve através das experiências que o meio lhe oferece e ela pode ser exercitada trazendo um aperfeiçoamento.
Essa teoria epistemológica diz que o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamento é uma adaptação a novas situações, e quanto mais complexa for a interação do individuo com o meio maior será sua inteligência. Para participar adequadamente desta interação, ou seja, o indivíduo só recebe certo conhecimento se estiver preparado para recebê-lo, agindo sobre o objeto e sabendo relacioná-lo como os conhecimentos já existentes, o organismo precisa ter um conhecimento anterior para assimilar e transformar o novo conhecimento.

Para se construir uma inteligência é precisão conhecer as etapas sucessivas e superá-la com complexidades crescentes. Essas etapas são as seguintes:

- Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente
- Período Simbólico - dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente
- Período Intuitivo - dos 4 anos aos 7 anos, aproximadamente
- Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente.
- Período Operatório Abstrato - dos 11 anos em diante

Conhecer essas etapas é muito importante para o desenvolvimento da inteligência e é preciso saber que em cada uma delas o individuo adquiri novos conhecimentos e apresentando características e possibilidade de crescimento.

Por Sueli Lopes Martins

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aula Show



Dê o seu show, professor

Duas vizinhas, amigas de infância, mesma idade. Freqüentaram a mesma escola, tiveram os primeiros namoradinhos mais ou menos na mesma época, vestibular no mesmo ano, formaram-se professoras juntas. Após alguns anos, uma é a preferida dos alunos, ganha bem. A outra... é apenas mais uma.
A diferença entre as duas pode ser justamente a diferença. Aquele algo mais em suas aulas. Às vezes é um jeito, uma postura, algo que não se aprende na faculdade.

É uma aula diferente. É um pequeno show que se dá para os alunos, tornando a disciplina ainda mais interessante, o que aumenta a participação em sala de aula e que, no final das contas, aumenta, e muito, as suas oportunidades de trabalho.

Dificuldades não faltam
Esse aprimoramento das aulas, apesar de vantajoso, não é fácil para o professor. Muitas vezes, os obstáculos vêm dos próprios colegas. A pedagoga especializada em psicodrama pedagógico, Isabel Parolin, autora do livro Pais Educadores: é Proibido Proibir? conta-nos o caso:

“Um dia desses eu estava dando uma aula e utilizei música para explicar o conteúdo. Um professor foi até a minha sala e disse: ‘Estou dando aula’. Como se o que eu estivesse fazendo não fosse aula. Mas acho que isso está mudando aos poucos. Os profissionais têm de mudar, pois até mesmo o mercado de trabalho já não está mais absorvendo professores acomodados.”

Valmir dos Passos Souza Araújo, que já apareceu aqui na Profissão Mestre com sua forma diferente de ensinar Química através de dramatizações, também já passou por situações semelhantes. Ele conta que há quatro anos, em uma unidade de ensino de uma escola na qual não leciona mais, mesmo sem ser professor da unidade, resolveu arregaçar as mangas e reativar o laboratório de Química que estava sendo usado apenas como depósito de carteiras velhas. “Com a ajuda dos alunos (nos horários das aulas de Química), removemos as carteiras do local, limpamos o laboratório, relacionamos as vidrarias e os equipamentos (que não eram poucos) e organizamos os reagentes químicos convenientemente. Em três semanas, o laboratório estava reativado. A partir daí, as aulas ocorriam no laboratório, no pátio e, numa ocasião, no jardim da escola. Resultado: Perdi a simpatia de alguns colegas!!”

Esqueçamos o final da história, fiquemos apenas com o bom exemplo do professor Valmir: o professor diferente, o show do educador, que acontece também em atitudes longe do quadro-negro. Mas por onde começar?

Aprimorar o que é importante – Não estamos sugerindo que você se torne um apresentador de televisão do dia para noite, que dê um show pelo show, que conte piadas sem parar. Acima de tudo, deve estar a sua disciplina. Essa maneira diferente de lecionar deve ser encarada como mais uma ferramenta à sua disposição, mais uma maneira de atrair a atenção dos seus alunos. E, principalmente, de abrir horizontes profissionais. Na enquete realizada por Profissão Mestre entre seus assinantes, quatro das seis características mais citadas exigem esse novo tipo de professor:

Criatividade
Alegria, ânimo
Vontade de tentar coisas novas
Capacidade de “falar a língua” dos alunos
Max G. Haetinger, pedagogo, autor do livros Criatividade – Criando Arte e Comportamento e Informática na Educação – Um olhar criativo e diretor do Instituto Criar (www.maxcriar.com), nota que não podemos confundir professor criativo com aula divertida.

“O professor pode fazer micagens e, no entanto, não desenvolver a criatividade. Não é porque a aula é alegre que a criatividade está sendo promovida. A “aula show” é um tipo de aprendizagem, mas, na minha opinião, não é a ideal”. Ele afirma que esse tipo de aula, muito comum nos cursinhos, não faz com que o aluno aprenda, mas que decore o conteúdo. E que, no fundo, a forma de ensinar continua sendo a mesma utilizada lá no ensino regular pelos professores que dão as aulas mais teóricas, com quadro, giz, caneta e caderno. “A diferença é que o professor de cursinho alegra o conteúdo. Mudar a educação é quebrar o paradigma do decorar. Os professores não podem ensinar para que os alunos decorem, mas para que aprendam as coisas, que saibam pensar e refletir, que desenvolvam a liderança, por exemplo”, conclui o professor Max.

O buraco é mais embaixo
As escolas também estão aprendendo a diferenciar o professor que consegue realmente fazer algo diferente daqueles que apenas empetecam as aulas. Inês Perna, psicóloga do Grupo Catho, empresa líder em recursos humanos, diz que as escolas e as empresas em geral procuram pessoas inovadoras, aquelas que procuram saída quando não têm recursos. E que, para encontrar esse profissional, até a forma tradicional de contratação de professores deve mudar. O preconceito é em relação a pessoas críticas demais, que costumam questionar tudo.

“A banca está mais focada no histórico do profissional, na formação acadêmica e no conteúdo. O processo de seleção para contratar os professores que dão show tem que ir além da banca, ter algo agregado que possa identificar o profissional criativo. É importante também avaliar a experiência prática, a criatividade para resolver problemas. Professores extremamente acadêmicos costumam ser ricos em conteúdo, porém com maior dificuldade de expressão. É importante prestar atenção na forma de se comunicar do profissional.”

Por enquanto, boa parte das escolas ainda está tateando, procurando encontrar a melhor maneira de achar esse professor que se destaca, que faz a diferença. Em outros setores da economia, os testes de seleção já procuram envolver a maior parte dos aspectos de uma pessoa. Bateria de perguntas, análise do que foi dito, do que ficou nas entrelinhas, dinâmica de grupo, entrevistas, testes e mais testes. Candidatos passam semanas sendo avaliados, medidos. Sempre se escolhe o melhor? Não, mas se dá ao contratante uma oportunidade de conhecer melhor vários aspectos do candidato antes de oferecer o emprego. Vale também para o professor que dá show. Não se permite mais que ele seja escolhido apenas devido ao currículo e por uma aula simulada para uma banca de professores. Há dezenas de outros aspectos a considerar: facilidade de trabalhar em grupo, organização, conhecimentos gerais, iniciativa, liderança. Uma escola só pode ser tão boa quanto a soma de seus professores. Prepare-se para esse novo mundo.

Há alternativas. Na Semco de Ricardo Sempler, por exemplo, os funcionários são escolhidos por seus colegas. O currículo é pré-requisito. Os aprovados batem um papo com seus colegas e com os possíveis subordinados. Aí, escolhem o novo empregado com base na intuição. “Fui com a cara da Sicrana”, “Fulano me passou boa segurança”, e por aí. Até hoje, essa maneira de selecionar funcionou muito bem.

O que é um show de professor
Em nossa pesquisa, o item mais votado foi criatividade, com 13,88% das respostas. Para o professor Max, criatividade nada mais é do que vivenciação. Do que viver. Há como não viver?

“Criar é vivenciar e tirar da sua experiência novas respostas, outros caminhos para a ação a seguir. Então, quanto mais velho, mais criativo eu serei? Talvez, pois o ato de criar depende das vivências. No entanto, apenas a passagem do tempo nem sempre fornece o feedback criativo em nossas ações, sendo também importante o modo como as vivenciamos. Pode-se passar a vida respondendo a estímulos de maneira criativa ou apenas reproduzindo padrões”, diz. Criatividade passa necessariamente por experimentar coisas novas, por não se acomodar em um só caminho, por se desenvolver e aprender coisas novas sempre.

Portanto, quando desenvolvemos a criatividade, melhoramos consideravelmente a nossa auto-imagem e a nossa auto-estima. Podendo discernir melhor as coisas que são importantes para nós, conseguimos gerar idéias novas e únicas a todo momento, o que é fundamental para o nosso desenvolvimento, completa Max. Essa criatividade responsável é que deve ser buscada pelo professor. Não é o cabelo verde, subir em cima da mesa, dançar com os alunos. É fazer o que for preciso para despertar o interesse e garantir a atenção da turma. Muitas vezes, isso é conseguido com um novo tipo de exercício, lápis e papel. Por que não?

Veja o que nos conta a professora Marli Cristina Jóia. No caso dela, a criatividade, o show, veio por meio de algumas enciclopédias. Sua turma de alunos do pré-escolar deveria aprender, naquele dia, sobre ninhos de pássaros. Levou então a criançada à biblioteca da escola, onde os volumes da enciclopédia já estavam separados. “Meus pequenos alunos ficaram maravilhados por terem acesso a um livro tão grosso! O Gabriel, um deles, foi logo perguntando se ele poderia ler aquele livro quando tivesse 18 anos. Respondi que ele já poderia começar, pois já é capaz de ler. Todos ficaram admirados! Eles queriam discutir, comparar, perguntar.” De volta à sala de aula, com a enciclopédia à tiracolo, os alunos se reuniram em volta da mesa da professora e começaram a copiar e a pintar os ninhos. Estavam tão à vontade que começaram a cantar uma música em sala. “Parecia mesmo que estavam em um ninho aconchegante”, diz a professora. “Permaneci boquiaberta observando a cena, a tranqüilidade com que tudo transcorria, nem pareciam estar na sala desenhando... pintando..., passei a refletir sobre a arte de transformar o saber em prazer, perplexa diante daqueles alunos integrados naquele momento, saboreando e também se emocionando... Há muito não via nada igual”.

Isso é criatividade. Isso é show. Dos melhores.

O que desenvolver
As características desejadas de um professor show têm a dificuldade de não serem cartesianas. Pode-se dizer, e comprovar, que se sabe tudo de Física, de determinado período de História. Mas como desenvolver criatividade, capacidade de trabalhar em grupo e outros? Algumas dicas:

CRIATIVIDADE

Leia muito, de grandes livros de Filosofia a bula de remédio. De vez em quando, compre uma revista de um assunto que não tenha nada a ver com você: skate, pescaria, tricô.
Faça caminhos diferentes para ir à escola, e preste atenção no que passa por você.
Nunca pare de se desenvolver. Mesmo que esteja satisfeito com sua forma de dar aula, desafie-se a sempre melhorar.
Converse com vizinhos e com pessoas de outros ramos de atividade, aprenda com elas.
Procure olhar tudo com os olhos de um alienígena. Por que as coisas ocorrem de determinada maneira? Por que determinado material didático está naquela posição? Será que não há uma maneira mais prática, fácil ou inteligente de organizar e usar aquilo?

CAPACIDADE DE TRABALHAR EM GRUPO

Seja voluntário de algum projeto que o obrigue a trabalhar com outras pessoas. Pode ser um mutirão para recuperar uma praça, um grupo de arrecadação de agasalhos para asilos ou qualquer outro que lhe interessar. O importante é que tal projeto tenha um objetivo claro e que você tenha de interagir com outras pessoas.
Pratique um esporte coletivo.
Em reuniões de condomínio, de pais e mestres ou em qualquer outra, tente identificar o que prejudica a boa comunicação e o entendimento do grupo: acusações, mudanças bruscas de opinião, pessoas que só querem aparecer. Depois que você souber identificar essas pessoas e ações prejudiciais ao grupo, basta atuar para impedir que elas apareçam nas reuniões de trabalho das quais você participa.
Faça um curso de negociação. Trabalhar em grupo tem muito a ver com o que você cede, o que você se compromete a fazer e como chegar a um acordo positivo no final.

ALEGRIA E ÂNIMO

Invista em um livro engraçado – de piadas, de charges ou cartuns e similares. Antes de um encontro ou aula potencialmente estressante, leia algumas páginas. Assim você relaxará seus nervos e isso pode ajudá-lo a criar uma frase engraçada que cortará a tensão do encontro, ajudando todos a encontrar a melhor solução.
Lembre-se sempre dos motivos pelos quais você quis ser professor. O que o motiva, a sua alegria de lecionar.

VONTADE DE TENTAR COISAS NOVAS

Certifique-se de que a direção apóia novidades, e de que tem consciência que, como toda novidade, algumas não irão funcionar da maneira como se espera. Caso sua escola queria um professor que crie desde que sejam idéias à prova de falha, desista. Não funciona dessa maneira.
Entenda que você nunca vai ter informações suficientes para tomar uma decisão 100% segura.
Comprometa-se com uma data para começar o seu novo projeto. Nada pior que investir massa cinzenta e tempo e não tirar a idéia do papel.

CAPACIDADE DE “FALAR A LÍNGUA” DOS ALUNOS

Assista programas infanto-juvenis na televisão. Seu objetivo não é tanto pegar as gírias, mas prestar atenção aos assuntos que são mais abordados. Não é tanto usar o vocabulário dos jovens, mas entender o que os está preocupando no momento.
Jornais são outra grande fonte de informação sobre seus alunos, sempre estão publicando pesquisas sobre o comportamento e a cabeça dos mais jovens. Acompanhe esses estudos de perto.
Procure conhecer pessoas que trabalham em creches, hotéis infantis ou colônias de férias. Peça dicas sobre o que incomoda o pessoal mais jovem.

TEATRO E AULA

Em 2004, o Senac de São Paulo oferece o Curso de Dramatização para Professores. O ator, professor, locutor e diretor de teatro Augusto Rocha diz que há uma certa resistência dos professores, vencida logo nas primeiras aulas: “Eles ficam com um pouco de medo no começo, falam ‘ah, ficar fazendo teatrinho...’, aquele aspecto negativo, pejorativo, mas logo percebem que não é isso não. O material de apoio é muito bom, com textos literários de bom nível, então eles começam a perceber a qualidade do projeto.” Ele sugere, para que o aprimoramento seja um processo contínuo, que o professor faça mensalmente uma atividade de dramatização.

E, para os interessados, ele reafirma: o pessoal não fica fazendo “teatrinho”. Segundo Augusto, são abordados a questão vocal, corporal, o trabalho com o discurso, o pensamento lógico, aprender a trabalhar o ritmo da fala, o tom, a modulação tonal, a modulação de velocidade, a de intensidade. Visite o site: www.sp.senac.br

UM SHOW DE PROFESSOR NAS AULAS

Em A Sociedade dos Poetas Mortos, Robin Williams faz o tipo de professor que as escolas brasileiras procuram hoje. Pena que a personagem do filme estava adiantada quase um século, e, portanto, não conseguiu destaque em sua carreira. Conseguiu, entretanto, tocar os alunos e mudar seu modo de ver o mundo. Veja algumas dicas do filme para você:

Ensine-os a pensar. Assim, você não apenas dá um tesouro que será usado a vida inteira, mas facilita também o aprendizado.
Use experiências e qualidades dos próprios alunos em suas aulas.
Surpreenda-os.
Descubra qual a “personalidade” da sua turma. Cada sala tem uma maneira preferida de trabalhar, principalmente se há um “núcleo” de alunos que já está junto há tempos. Encontre o rosto de sua turma.

PESQUISA

Quais são as principais características que a sua escola procura em um professor?

Criatividade

13,88%
Capacidade de trabalhar em grupo 11,82%
Alegria, ânimo 9,01%
Vontade de tentar coisas novas 9,01%
Conhecimento técnico 7,88%
Capacidade de “falar a língua” dos alunos 7,13%
Capacidade de adaptação à metodologia da escola 6,38%
Capacidade de administrar o tempo e seguir cronogramas 6,19%
Capacidade de improvisar, de “sair do roteiro” 6,00%
Outros 22,7%
FONTE: Profissão Mestre

COMO ENCONTRAR O PROFESSOR CERTO

Na entrevista, é importante observar as expressões corporais do candidato, como ele relata seu histórico, cotidiano e formas de dar aula.
Uma entrevista informal, com perguntas abertas, ajuda a sentir e a obter essas respostas. Supor situações para que o candidato diga como resolver também é uma forma de conhecê-lo.

Fonte: www.profissaomestre.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dispraxia


A dispraxia é comumente referida como a "síndrome da criança desajeitada".


A força muscular, a coordenação e as capacidades físicas são reduzidas em comparação com as outras crianças da mesma idade. Isso muitas vezes pode levar a problemas na escola e comportamento agressivo.

O diagnóstico é importante porque pode fornecer uma explicação para o comportamento do seu filho e para os seus problemas de aprendizagem. Depois do diagnóstico, um programa de exercícios graduados pode ser formulado por um dos nossos especialistas fisioterapeutas pediátricos. Este programa será destinado a reforçar, a coordenação eo equilíbrio.

A fisioterapia adequada pode aumentar a confiança do seu filho independente e melhorar o seu comportamento em casa e na escola.

Acredita-se que a dispraxia afecta de 8% a 10% da população em algum grau, e 2% severamente. A dispraxia é uma redução na organização do movimento, como consequência da informação do cérebro ser incorrectamente processada ou transmitida.

A dispraxia é descrita como tendo dois elementos principais:

- Dificuldade de planeamento de uma sequência de movimentos coordenados.

- Dificuldade de execução de um plano, mesmo que seja conhecido.



Os sintomas de dispraxia pode ser visto em uma idade precoce. (Bebés)

- Irritados e podem ter problemas de alimentação

- São lentos a atingir metas de desenvolvimento

- Evitam tarefas que exigem destreza manual.

Dos 3 aos 5 anos de idade


- Se a dispraxia não for identificada, pode afetar a vida de uma criança de escola, causando frustração crescente e baixa auto-estima.

- Muitas crianças com dispraxia demonstram alguns dos seguintes tipos de comportamento:

- Incapacidade de ficar quieto (pés balançando, batendo os pés, palmas)

- Voz estridente

- Temperamento alterado ( ira )

- Colidem com objectos e caiem

- Sujam-se muito o comer em comparação com crianças da mesma idade.

- Muitas vezes as crianças com dispraxia preferem comer com os dedos e freqüentemente derramam bebidas

- Evitam brincar com quebra-cabeças ou blocos de construção

- Falta de espírito imaginativo e criativo

- Dificuldade em segurar um lápis ou brincar os recortes com uma tesoura. Habilidades de desenho pobre em comparação com crianças da mesma idade

- Rejeitado por seus pares, as crianças podem preferir companhia de adultos

- Fruição dos estímulos sensoriais (ruídos altos, vestida com roupa nova)

- Pode ser lento para responder e ter problemas com a compreensão de instruções verbais

- As tarefas são muitas vezes deixadas inacabadas devido à diminuição da concentração

- A lateralidade esquerda ou direita não é totalmente estabelecida

- Existem dificuldades linguísticas

Aos 7 anos

Problemas na criança dispraxia podem incluir:

- Dificuldades de adaptação às rotinas estruturadas da escola

- Dificuldades nas aulas de Educação Física em comparação com os pares

- Geralmente lenta o vestir-se, incapaz de amarrar os cordoes

- Dificuldades em coordenar o uso de uma faca e de um garfo

- Caligrafia ruim

- Habilidades de desenho diminuídas

- Redução da concentração e das habilidades de escuta

- Lentas nos trabalhos de escola

- Facilmente angustiado e sempre emocional

- Incapacidade de estabelecer relacionamentos com colegas

- Dificuldade em dormir

Fonte: www.avcfisio.com

sábado, 29 de janeiro de 2011

O que são as Necessidades Educativas Especiais?


O que é uma criança excepcional?

Várias tentativas têm sido feitas no sentido de definir o termo criança excepcional e todas, devem ser ainda bastante elaboradas para que possam ser compreendidas.



Algumas pessoas utilizam esse termo para se referirem a uma criança particularmente inteligente ou a uma criança com talentos pouco comuns. No entanto, o termo tem sido geralmente aceite para designar tanto a criança deficiente quanto a talentosa. Para os presentes objetivos definimos como criança excepcional aquela que difere de criança típica ou normal por:



Características mentais
capacidades sensoriais
Capacidades neuro-motoras ou físicas
Comportamento social
Capacidades de comunicação
Deficiências múltiplas.



Essas diferenças devem ser suficientemente notáveis a ponto de requerer a modificação das práticas escolares, ou de necessitar serviços de educação especiais, para possibilitar o desenvolvimento até à sua capacidade máxima.

Mas essa é uma definição bastante geral, que levanta uma série de questões.

O que é uma criança típica ou normal?

Que grau de desvio requer educação normal?

Qual é o papel do ambiente na definição?

O que é educação especial?


Se definirmos uma criança excepcional como aquela que se desvia da norma do seu grupo, temos então muitos tipos de excepcionalidades.

As crianças são consideradas educacionalmente excepcionais somente quando as suas necessidades exigem a alteração do programa, isto é, quando os desvios do seu desenvolvimento atingem um tipo e um grau que requerem providências pedagógicas desnecessárias para a maioria das crianças.


As crianças excepcionais são com frequência agrupadas para facilitar a comunicação entre os profissionais. É comum encontrar-se a seguinte classificação:



Desvios mentais:
Intelectualmente superiores
Lentas quanto à capacidade de aprendizagem

Deficiências sensoriais:
Deficiências auditivas
Deficiências visuais

Desordens de comunicação:
Distúrbios de aprendizagem
Deficiências da fala e da linguagem

Desordens de comportamento:
Distúrbio emocional
Desajustamento social

Deficiências múltiplas e graves:
Paralisia cerebral e retardamento mental
Surdez e cegueira
Deficiências físicas
Intelectuais graves


Fonte: www.educ.fc.ul.pt

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Motivação e Prática da Educação Física


Na relação ensino-aprendizagem, em qualquer ambiente, conteúdo ou momento, a motivação para esta tarefa constitui-se um dos elementos centrais para sua execução bem sucedida.

Constantemente, indaga-se o que uma pessoa pretende, o que influencia sua decisão, o que será importante para ela naquele momento, naquela circunstância.
Vários fatores motivam o ser humano, em seu dia-a-dia, tanto de forma interna como de forma externa. A força de cada motivo e seus padrões ocorrem, influenciam e são inferenciados pela maneira de perceber o mundo que cada indivíduo possui.
Um dos principais fatores que interferem no comportamento de uma pessoa é, indubitavelmente, a motivação, que influi, com muita propriedade, em todos os tipos de comportamentos, permitindo um maior envolvimento ou uma simples participação em atividades que se relacionem com: aprendizagem, desempenho e atenção.
No tocante à Educação Física, a situação parece semelhante, pois pode-se dizer que depende muito das aspirações dos alunos para que um determinado elemento motivacional tenha uma função positiva, ou seja, um aluno pode se sentir mais motivado ao praticar basquetebol, e outro pode sentir o mesmo com relação ao voleibol.
Cabe também, uma observação ao educador, em qualquer que seja sua feição (técnico, professor, instrutor, dirigente, familiar, ...) sua personalidade, sua aparência, naturalidade, dinamismo, entusiasmo pelo trabalho, bom humor, cordialidade, disposição são importantes fatores motivacionais observados por quem os cerca.
MACHADO (1995) cita que muitos são os motivos responsáveis pelo bom desenvolvimento e desempenho na aquisição e manutenção de habilidades. Existem vários tipos de atividades e nem todas envolvem o movimento muscular (ouvir uma aula teórica é uma atividade diferente de participar de um debate, jogar futebol ou dramatizar um texto).
Geralmente as atividades que requerem maior participação, com mais movimentos, concentram maior número de motivos dos participantes, despertando maior interesse e desafio, o que por si só é estimulante e motivador.
Uma preparação psicológica bem programada e bem administrada em atividades de rotina, conseguirá trabalhar o nível motivacional, a aquisição de maior confiança, o equilíbrio emocional e, o indivíduo munido dessas qualidades poderá transpor as demais barreiras de desempenho, como os problemas com: adversários, ambiente, arbitragem, integração com o grupo, personalidade e preparo físico.
Para MAGGIL (1984) a motivação é importante para a compreensão da aprendizagem e do desempenho de habilidades motoras, pois tem um papel importante na iniciação, manutenção e intensidade do comportamento. Sem a presença da motivação, os alunos em aulas de Educação Física, não exercerão as atividades ou então, farão mal o que for proposto.
O professor de educação Física deseja "motivar" seus alunos para o esporte, e quando leva isto a sério, procura direcionar seus alunos para a prática de maneira que venham a praticá-la também fora das aulas obrigatórias. Também é preciso considerar que entre os objetivos relevantes do ensino moderno desta disciplina, está o preceito da Educação Física Permanente, isto é, como promoção e motivação da prática dos esportes para o resto da vida. Segundo COSTA (1989) o interesse na atividade esportiva não deve acabar com término do período escolar, com acontece, ainda hoje, com muitos adolescentes. Ao contrário, o esporte deve constituir um campo de ação e de vivência interessante e atraente para o homem. A isto se pode acrescentar que o esporte não deve ser uma prática por mera obrigação, mas sim que tenha características prazerosas.
É função do professor de Educação Física, quando deseja motivar seus alunos para a prática permanente dos esportes, observar os seus objetivos, fazer o possível para criar valores de estímulos positivos e atraentes ao maior número de participantes ou até para todos os alunos.
A motivação no esporte depende da estrutura da personalidade do atleta, sobretudo de como e em que medida se convertem algumas necessidades esportivas relevantes em alguma característica da estrutura deste indivíduo. O desenvolvimento intelectual é um forte aliado do desportista que busca o sucesso; nesta dimensão a visão da necessidade e utilidade da prática esportiva, relacionando o envolvimento do treinamento físico com questões de ordem geral, as funções socializadoras, as funções compensadoras no esporte. Considerando que o reforço intelectual da motivação no esporte requer um determinado nível intelectual, é compreensível que este esforço possua uma maior importância entre pesquisadores da Psicologia do Esporte do que propriamente entre os esportistas ou dirigentes.
DE MARCO & JUNQUEIRA (1993) consideram que cabe observar que a motivação nos esportes é determinada, por um lado, pelas possibilidades específicas do esporte como campo de ação e de vivência, e por outro lado, pela influência dos aspectos motivacionais específicos da personalidade. Esse últimos ultrapassam de longe os limites do esporte.
Continuam dizendo que "as motivações dos atletas tem sido classificadas de diversas maneiras, incluindo desde as necessidades fisiológicas ou psicológicas básicas até a influência de fatores decorrentes da vida em sociedade. Além do mais, as motivações podem ser resultado da natureza intrínseca da tarefa ou do prêmio, tanto social como material.
Muitas correntes novas na pesquisa da motivação trazem informações úteis para técnicos e atletas, tais como as tentativas de analisar a motivação no esporte e o estudo dos processos cognitivos que formam as "estruturas" motivacionais nos indivíduos quando desempenham alguma atividade em situações que visam sucesso" (p. 89-90).
O papel mais importante desempenhado pelo técnico é o de motivador. Fazendo com que um treinador sensível esteja consciente das necessidades de seus atletas, este mesmo treinador deve conhecer uma grande variedade de técnicas motivacionais e achar a combinação ideal para resultados produtivos. As atitudes do treinador devem se ajustar a cada pessoa, pois os conceitos de incentivo e desempenho ótimo são subjetivos e particulares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, L. P. 1989). Questões da Educação Física Permanente. Rio de Janeiro: EDUSRJ.
DE MARCO, A. & JUNQUEIRA, F. C. (1993). Diferentes tipos de influências sobre a motivação de crianças numa iniciação esportiva. IN PICCOLO, V. L. N. (org.), Educação Física Escolar: ser ou não ter? Campinas, SP: Editora da UNICAMP.
MACHADO, A. A. (1995). Importância da Motivação para o Movimento Humano. In Perspectivas Interdisciplinares em Educação Física. S.B.D.E.F..
MAGGIL, R. A. (1984). Aprendizagem motora. Conceitos e Aplicações. São Paulo: Editora Bles Cher.

Texto do Professor Fernando César Gouvêa
Professor de Educação Física e Mestre em Psicologia do Esporte.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A importância da informática


A informática sem dúvida alguma esta presente em todos os lugares, onde a cada ano que passa ela cresce ainda mais, e vem sendo bastante exigida no mercado de trabalho.
O ramo da informática está muito promissor e promete ser ainda mais.
O mundo da informática, nada mais é do que uma ciência, que estuda as leis da informação, essa nova ciência é chamada de cibernética e é bastante complexa, onde para uns é um verdadeiro paraíso, já para outros é impossível de saber tudo, mas a necessidades de ter pelos ao menos noções básicas de informática, faz com muitas pessoas procurem por cursos, para terem alguma noção e saber ao menos o básico de tal ciência. Cursos de informática estão espalhados por todo Brasil, e podem ser encontrados em escolas particulares ou através de projetos de inclusão social que possibilitam ensinar conceitos da informática, a quem não tem condições de arcar com custos de um curso.